O advogado da médica Juliana Brasil detalhou nesta quinta-feira, 4, informações sobre o atendimento prestado a Benício Xavier, de seis anos, em hospital de Manaus, durante depoimento à Polícia Civil do Amazonas. Ele afirmou que a criança não apresentou paradas cardíacas no momento da aplicação da medicação e que outros fatores ainda precisam ser analisados para esclarecer as causas do óbito.
Segundo o advogado, a temporalidade do atendimento será avaliada pela perícia, e que Benício permaneceu consciente, responsivo e chegou a se alimentar antes da tentativa de intubação. O procedimento só foi concluído por volta de meia-noite e vinte, após três tentativas de entubação realizadas por diferentes médicos.
O advogado também negou qualquer manipulação de provas, garantindo que todas as documentações do hospital permanecem intactas no sistema oficial, e que eventuais informações adicionais apresentadas pela defesa serão incorporadas ao inquérito.
Em relação à administração da adrenalina, ele destacou que a medicação foi aplicada na dose correta, três mililitros, e via inalatória, conforme protocolo de nebulização, e não intravenosa, como apontado em alguns relatos.
A Polícia Civil do Amazonas segue com a investigação, coletando depoimentos e aguardando o laudo pericial do Instituto Médico Legal (IML) para esclarecer a sequência de eventos e responsabilidades no caso de Benício Xavier.
Foto: Reprodução/Imediato