Manaus (AM) – O Conselho Regional de Farmácia (CRF) confirmou que a prescrição e a liberação de adrenalina destinada ao menino Benício, no Hospital Santa Júlia, foram realizadas sem a supervisão de um farmacêutico responsável. A informação foi divulgada após uma vistoria feita pela entidade na unidade de saúde, realizada em meio às apurações sobre o atendimento prestado à criança.

Durante a inspeção, equipes do CRF verificaram que não havia profissional habilitado para analisar a prescrição, conferir a dispensação e orientar sobre o uso correto do medicamento. De acordo com a entidade, a presença de um farmacêutico é obrigatória em casos que envolvem substâncias de risco, como a adrenalina, justamente para garantir segurança e evitar possíveis erros durante o processo de aplicação.
O órgão destacou que a ausência de supervisão técnica representa uma infração às normas que regulamentam o funcionamento de serviços de saúde e reforçou que a responsabilidade profissional é fundamental para assegurar o cumprimento dos protocolos previstos pela legislação.
O CRF informou ainda que todas as irregularidades identificadas serão formalizadas em um relatório detalhado, que será encaminhado às autoridades competentes para análise e adoção das medidas cabíveis. O documento deve apontar eventuais responsabilidades e indicar possíveis sanções administrativas que poderão ser aplicadas ao Hospital Santa Júlia.
A entidade afirmou que segue acompanhando o caso e que realizará novas ações de fiscalização, caso necessário, para verificar se as adequações exigidas serão cumpridas pela unidade.
fotos: Reprodução