Pais afirmam que, após levar o filho ao hospital por crise de tosse, ele recebeu adrenalina intravenosa e sofreu seis paradas cardíacas

Família relata que criança sofreu seis paradas cardíacas após receber adrenalina intravenosa durante atendimento em hospital particular.
Redação Imediato Online
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Família afirma que criança recebeu adrenalina intravenosa durante crise de tosse e sofreu seis paradas cardíacas antes de morrer. Caso é investigado pela Polícia Civil. Hospital não se manifestou.

Manaus — Em entrevista exclusiva ao Site Imediato, os pais de Benício, de 6 anos, relataram a sequência de acontecimentos que antecederam a morte do menino no Hospital Santa Júlia, no último dia 23. A família afirma que a criança sofreu seis paradas cardíacas durante o atendimento, após a aplicação de um medicamento que, segundo eles, teria sido administrado de forma incorreta. A Polícia Civil abriu investigação.

Segundo os pais, Benício deu entrada no hospital particular apresentando tosse seca, sem febre. Após a triagem, foi atendido por uma médica identificada pela família como Juliana Brasil Santos.

“Ele estava só com tosse”

A mãe acompanhou o menino no consultório, onde, segundo a família, a médica suspeitou de laringite e prescreveu lavagem nasal e xarope. O pai relata que havia dois pediatras de plantão.

“Ele estava só com uma crise de tosse. Não tinha febre. A médica olhou a garganta e suspeitou de laringite”, contou.

Após a lavagem nasal e o xarope, uma profissional da enfermagem preparou o menino para receber soro e, em seguida, adrenalina. A mãe questionou a via intravenosa:

“Ele sempre fazia nebulização. Nunca via na veia. Mas ela disse que estava prescrito”, relatou.

A família afirma que foram aplicados 3 mL de adrenalina diretamente na veia.

Reação imediata

Logo após a aplicação, o menino apresentou piora brusca.

“Ele ficou branco na hora. Os lábios brancos, o contorno vermelho, os olhos muito vermelhos. Ele dizia que o coração estava queimando”, relatou o pai.

Benício foi levado à sala vermelha com saturação em torno de 75%.

Outro médico solicitou transferência para a UTI, onde o menino foi entubado. Exames apontaram laringite e pneumonia, segundo os pais.

“Meu filho teve seis paradas cardíacas”

Durante a madrugada, a criança sofreu seis paradas cardíacas consecutivas, segundo os relatos.

“Eu vi meu filho sendo reanimado várias vezes. Ele sangrava pela boca e pelo nariz. Mesmo assim eu falava com ele. Na última vez, não resistiu”, disse o pai.

Após a sexta parada, a equipe informou que já não havia atividade cerebral. O óbito foi confirmado logo depois.

Família procurou a Polícia Civil e aguarda laudo do IML

Ainda na madrugada, o pai registrou boletim de ocorrência na DEHS.

“Queria que a investigação começasse imediatamente”, disse.

O IML foi acionado no hospital para remover o corpo. O laudo está em andamento.

No dia seguinte, o pai prestou depoimento ao delegado Marcelo Martins.

Perfil da médica teria sido fechado após o caso, dizem pais

Os pais afirmam que buscaram informações sobre a médica nas redes sociais.

“Disseram que o Instagram dela era aberto, mas depois do ocorrido ela fechou”, contou o pai.

Posicionamento

O Hospital Santa Júlia ainda não se manifestou. O espaço permanece aberto.

fotos: Reprodução

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