Mulher grávida enfrenta mais de 5 horas de espera em clínica particular de Manaus após ultrassom indicar morte do feto

Paciente grávida enfrenta atraso em procedimento após constatação de óbito fetal em clínica particular de Manaus.
Redação Imediato Online
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Manaus, AM – Uma mulher de 24 anos, grávida de cinco meses, vive momentos de apreensão e desespero nesta quinta-feira (2), em Manaus, ao enfrentar horas de espera em uma clínica particular da cidade, localizada no bairro Cachoeirinha. Segundo familiares, após a realização de um ultrassom, foi constatado que o bebê não apresentava batimentos cardíacos, mas a gestante ainda não recebeu atendimento definitivo.

De acordo com a tia da paciente, a gestante havia procurado a clínica Hapvida, onde possui plano de saúde ativo, para a realização de um novo ultrassom, que confirmou o óbito fetal. Inicialmente, o procedimento estava previsto para começar às 19h. No entanto, a família afirma que foi impedida de realizar o procedimento sob a alegação de que o plano ainda estava em período de carência, sendo exigido o pagamento de uma taxa adicional.

“Meu sobrinho me ligou dizendo que o plano alegou carência e que teríamos que pagar uma taxa. Mas se existe uma emergência, esse atendimento deve ser feito imediatamente, sem cobrança. Ela está correndo risco de vida, e é isso que nos preocupa”, relatou a tia da gestante.

Segundo os familiares, a paciente começou a sentir dores horas após a confirmação da morte do feto, aumentando o risco de complicações graves, como infecção generalizada. A família relata que aguardava a autorização de um médico do estado do Ceará para o procedimento, o que prolonga ainda mais a espera.

Além da demora, a família denuncia falta de comunicação e responsabilidade por parte da administração da clínica. “A atendente não tem autoridade para decidir sobre um caso grave como esse. Estamos esperando desde a tarde e ninguém resolve. É um risco enorme para a paciente”, afirmou a tia.

A família afirma que pretende recorrer às medidas legais cabíveis para garantir que os direitos da paciente sejam respeitados e que o atendimento seja realizado sem risco à vida da gestante.

Até o momento, a clínica Hapvida não se pronunciou oficialmente sobre o caso, mas a reportagem está aberta para posicionamento da instituição.

Fotos: Tarcísio Heden / Imediato

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