Policiais militares são absolvidos em julgamento sobre morte da soldado Deusiane Pinheiro em Manaus

Cinco policiais militares são absolvidos por envolvimento na morte da soldado Deusiane Pinheiro em Manaus.
Redação Imediato Online
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Manaus/AM – O Conselho Permanente de Justiça Militar do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) absolveu nesta segunda-feira (29/09) os cinco policiais militares acusados de envolvimento na morte da soldado Deusiane da Silva Pinheiro, ocorrida em 2015, na base flutuante do Batalhão Ambiental, no rio Tarumã, zona oeste de Manaus. O julgamento foi realizado no auditório da Vara da Auditoria Militar Criminal de Manaus, no Fórum de Justiça Ministro Henoch Reis, Zona Sul.

Deusiane

A sessão foi presidida pelo juiz Alcides Carvalho Vieira Filho e contou com a participação de quatro oficiais da Polícia Militar do Amazonas, que compõem o Conselho Permanente de Justiça Militar.

O réu Elson Santos de Brito foi absolvido por maioria, com três votos a dois, com base no artigo 205, §2º e 6º do Código Penal Militar (CPM). Votaram pela condenação o juiz Alcides Carvalho e a major PM Clésia de Oliveira.

Os demais réus – Cosme Moura Sousa, Jairo Oliveira Gomes, Júlio Henrique da Silva Gama e Narcizio Guimarães Neto – foram absolvidos por unanimidade, pelo artigo 346 do CPM.

O Ministério Público do Amazonas foi representado pelo promotor de Justiça Igor Starling, com atuação da assistente de acusação Martha Gonzalez. As defesas foram conduzidas pelos advogados Mozart Bessa, que atuou em quatro dos réus, e Frederico Gustavo Távora, responsável pela defesa de Elson Santos de Brito. A estratégia de defesa argumentou que os laudos periciais não foram conclusivos e que não havia provas cabais de materialidade.

O crime ocorreu em 1º de abril de 2015. Na época, Deusiane, então com 26 anos, foi encontrada morta com ferimento de arma de fogo nas instalações da base flutuante. Inicialmente, o caso foi tratado como suicídio, mas a investigação apontou que Elson teria efetuado o disparo que matou a vítima, enquanto os demais teriam colaborado na tentativa de encobrir o crime.

Testemunhas e investigações indicaram que a vítima e Elson mantinham uma relação marcada por conflitos e ciúmes, agravada pela tentativa de manter outro relacionamento. O caso foi acompanhado pela Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), que ofereceu suporte jurídico, social e psicológico à família da vítima.

Da decisão do Conselho Militar cabe recurso, e o caso segue sob acompanhamento da Justiça Militar e do Ministério Público.

Foto: Reprodução

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