Família de estrangeiros enfrenta dificuldades na rede pública de saúde e pede agilidade no exame essencial para tratamento de câncer.
No bairro Cidade Nova, zona norte de Manaus, a família de Carmen, uma senhora diagnosticada com câncer, enfrenta uma batalha diária para conseguir atendimento médico adequado. De acordo com Daniela, filha da paciente, a dificuldade mais urgente é a realização de uma biópsia, exame fundamental para que o tratamento no SECOM seja iniciado.
“Estamos correndo contra o tempo. Minha mãe precisa da biópsia para receber o atendimento necessário. Sem ela, não conseguimos iniciar o tratamento”, afirmou Daniela, destacando que a espera no sistema público já dura meses e que o protocolo exige a realização do exame no Hospital Getúlio Vargas, sem possibilidade de atendimento particular.
A situação se agrava pela condição de saúde de Carmen, que apresenta hemoglobina baixa, dificuldade para se alimentar e complicações visíveis no rosto devido ao câncer. Daniela explicou que, apesar dos esforços da família, que trabalha por conta própria, não há recursos ou alternativas para acelerar o procedimento sem o apoio das autoridades de saúde.
“Ela não pode esperar. É uma questão de vida ou morte. Precisamos que o exame seja realizado o quanto antes para que o tratamento comece”, reforçou Daniela, destacando a vulnerabilidade da mãe e a dificuldade de acesso de famílias estrangeiras ao sistema público.
A reportagem alerta para a necessidade de atenção especial às demandas de pacientes oncológicos, lembrando que atrasos na realização de exames podem comprometer gravemente o tratamento e a qualidade de vida dos pacientes.
Foto: Tarcísio Éden