Jovem de 28 anos luta contra câncer ovariano agressivo e busca ajuda com Pix solidário em Manaus

Jovem de Manaus luta contra câncer ovariano agressivo e pede ajuda financeira para tratamento.
Redação Imediato Online
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Tássia Camila Lozovoi, de 28 anos, enfrenta uma batalha contra o tempo após ser diagnosticada com carcinoma ovariano grau 3C, um tipo agressivo de câncer com metástase. A jovem, que perdeu um dos filhos gêmeos durante a gravidez devido a complicações, agora precisa de uma cirurgia complexa e sessões de quimioterapia para combater tumores que já comprometem órgãos como o baço. Diante dos altos custos do tratamento, estimados em cerca de R$ 30 mil, Tássia lançou uma campanha de arrecadação por meio de um Pix solidário e mantém suas lojas online para angariar fundos.

Um diagnóstico tardio e possíveis falhas no atendimento

A jornada de Tássia começou durante a gravidez de gêmeos, no ano passado, quando sinais de alerta foram inicialmente ignorados. Sob os cuidados do plano de saúde Hapvida, a jovem relata que sintomas foram atribuídos a miomas, sem a realização de exames cruciais como ressonância magnética ou marcadores tumorais, que poderiam ter identificado o câncer em estágio inicial. “Eles diziam que era um mioma sub-seroso, que não afetaria minha saúde nem a dos meus bebês. Não fizeram nenhum exame mais aprofundado, mesmo sendo possível durante a gravidez”, conta Tássia.

A falta de investigação adequada culminou em complicações graves. Em Manaus, após a perda de um dos bebês e a confirmação do óbito do outro, os médicos do Hospital Oswaldo Cruz, em Palmas, detectaram massas suspeitas, mas a ausência de especialistas na ocasião dificultou a avaliação. Somente em agosto deste ano, após uma hemorragia interna e a identificação de dois tumores de mais de dois quilos, o diagnóstico de carcinoma ovariano grau 3C foi confirmado. “Cada dia de atraso é um risco maior. Os tumores estão crescendo rápido”, alerta Tássia.

Tratamento caro e a busca por solidariedade

O protocolo médico para Tássia inclui uma cirurgia de alta complexidade para remover os tumores e órgãos comprometidos, seguida de pelo menos seis sessões de quimioterapia, com intervalos de 21 dias. Além disso, medicamentos complementares e acompanhamento médico constante elevam os custos do tratamento, que inicialmente estimados em R$ 15 mil, agora chegam a R$ 30 mil. Sem condições de arcar com as despesas sozinha, Tássia recorreu à solidariedade da população.A jovem disponibilizou uma chave Pix para doações: (92) 99470-5899. Além disso, ela mantém suas lojas online no Instagram,

@capypaper_ e @azarova.moda, onde vende produtos para complementar a arrecadação. “Mesmo debilitada, eu tento vender nas minhas lojas. A cirurgia está marcada para daqui a um mês, e o prazo para arrecadar o valor é o prazo da minha vida”, desabafa.

Suspeitas de negligência médica

A demora no diagnóstico levanta questionamentos sobre possível negligência por parte da Hapvida. Tássia relata ter sido “muito maltratada” durante o atendimento e que os médicos negaram a realização de exames que poderiam ter identificado o câncer mais cedo. “Eles não autorizaram uma ressonância, que era possível mesmo na gravidez. Não investigaram meu caso como deveriam”, afirma.Casos de negativa de cobertura ou falhas no atendimento pela Hapvida já foram alvo de ações judiciais e condenações, conforme apontam decisões recentes em tribunais brasileiros. Embora o plano de saúde seja obrigado a cobrir tratamentos oncológicos, incluindo cirurgias e quimioterapia, conforme determina a Lei 9.656/98, relatos de negativas abusivas persistem, o que reforça a necessidade de maior fiscalização e celeridade no atendimento a pacientes em situações de urgência.

Um apelo por apoio

A história de Tássia é um exemplo da luta pela vida em meio a desafios financeiros e de saúde. Com o apoio da comunidade, ela busca garantir o tratamento necessário para enfrentar o câncer e retomar seus planos para o futuro. As doações via Pix e as compras em suas lojas online são formas diretas de ajudar a jovem a superar esse momento crítico.Para contribuir, doe qualquer valor para o Pix (92) 99470-5899 ou visite as lojas @capypaper_ e @azarova.moda no Instagram. Cada gesto de solidariedade pode fazer a diferença na vida de Tássia.

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