Árbitro é preso após ser acusado de agredir ex-namorada

Árbitro é preso após ser acusado de agredir ex-namorada jogadora de futebol em Manaus.
Redação Imediato Online
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Manaus (AM) – A zagueira Joyce de Souza, de 22 anos, jogadora do Manaus no Campeonato Amazonense Feminino, tornou-se exemplo de coragem ao denunciar agressões sofridas por seu ex-companheiro, o árbitro assistente Hugo Agostinho Chaves da Paixão, ligado à Federação Amazonense de Futebol (FAF). Na manhã desta quarta-feira, Hugo foi preso pela Polícia Civil após Joyce registrar boletim de ocorrência (BO) na Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECM), na zona centro-sul de Manaus. O Site Imediato acompanhou o depoimento da vítima e o apoio de profissionais da Procuradoria Especial da Mulher.

Em entrevista ao Site Imediato na DECM, Joyce relatou que as agressões iniciaram de forma psicológica, com ciúmes excessivos do ex-namorado, mas evoluíram para violência física no último domingo. “Eu fui treinar e tirei uma foto para provar que estava no treino, mas ele me acusou de mentir, mandando uma foto do meu tênis dizendo que eu tinha saído de casa. Quando cheguei, ele me xingou de ‘filha da puta’, ‘vagabunda’ e ‘mentirosa’. Tentei sair, mas ele me puxou e agrediu na frente dos vizinhos. Ele não pediu desculpas, não teve remorso”, contou Joyce, que tem uma filha e enfatizou: “Quero que a justiça seja feita para que isso não aconteça com outra mulher, especialmente com minha filha no futuro.”O relacionamento, que durou cerca de três meses, terminou quando Joyce identificou os sinais de ciúme controlador. Após a agressão, ela registrou o BO e realizou exame de corpo de delito. Inicialmente, o agressor negou as agressões, mas a vítima persistiu na denúncia, mesmo enfrentando medo e pressões. “Eu disse para ele ir embora pensando na carreira e no filho, mas ele mentiu para o meu irmão. Não foi o ex que me fez denunciar; fui eu mesma”, afirmou.

A Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), tutelada pela deputada Alessandra Campelo, prestou apoio multidisciplinar a Joyce. A psicóloga Heloísa Vieira destacou o abalo emocional das vítimas e a importância de tratativas psicológicas para quebrar o ciclo de violência. Já a advogada Camila reforçou o papel da Lei Maria da Penha: “Estamos aqui para acolher, oferecer apoio psicológico e social. A lei salva vidas. Joyce é um exemplo de mulher que identificou os sinais cedo e denunciou. Mulheres, não fiquem sozinhas; procurem ajuda.”

IMAGENS: Johnnata Reis
REPORTAGEM: Brenda Souza
EDIÇÃO: Pablo Medeiros

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