Jovem de 19 anos denuncia patrão por estupro após ser embriagada e levada a motel contra a vontade em Manaus

Jovem de 19 anos é vítima de estupro após ser embriagada e levada a motel pelo próprio patrão em Manaus.
Redação Imediato Online
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MANAUS-AM | Uma jovem de 19 anos denunciou o próprio patrão, com quem trabalhava há quatro anos, por crime de estupro. O caso aconteceu no dia 10 de agosto, após ambos participarem de um evento em um restaurante na Avenida das Torres, em Manaus.

Segundo o relato da vítima, o patrão, identificado apenas como André, a chamou para trabalhar em um evento de festa junina. Durante a noite, ele ofereceu bebida alcoólica insistentemente até que ela aceitou. Como estava sem se alimentar, começou a passar mal, sentindo-se tonta e vomitando.

De acordo com a jovem, o suspeito aproveitou sua fragilidade para tentar levá-la a locais escuros e, em seguida, conduziu-a até um motel. O primeiro estabelecimento estava fechado, mas em seguida ele entrou em outro. A vítima afirma que não consentiu em momento algum.

“Eu bati nas costas dele e disse: ‘André, o que você tá fazendo?’. Ele respondeu que era só para trocar de roupa, porque teria outro evento. Eu disse que queria ir para casa, mas ele insistiu e acabou entrando em um motel”, contou.

A jovem relatou que, ao entrar no quarto, tentou se refugiar em um espaço acreditando ser o banheiro. Ela colocou uma cadeira e um capacete na porta para se proteger. O agressor, no entanto, conseguiu forçar a entrada.

“Ele perguntou o que eu estava fazendo lá dentro, e eu disse que era o banheiro, mas não era. Quando tentei sair do quarto, percebi que a porta estava trancada. Foi aí que ele me puxou para a cama e me violentou”, declarou a vítima, confirmando que sofreu estupro no local.

Após o crime, a jovem procurou ajuda da irmã e foi até uma delegacia para registrar boletim de ocorrência. Ela também passou por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML), que confirmou o abuso sexual.

A vítima contou ainda que o patrão vinha, há muito tempo, fazendo insinuações e comentários de cunho sexual durante o trabalho, mas que sempre os ignorava por necessidade de emprego. “Ele já jogava piadinhas desde o começo, mas eu não dava espaço. Só continuei trabalhando porque não tinha muitas opções”, disse.

Além da violência sofrida, a jovem denuncia que o acusado tem espalhado boatos para difamar sua imagem no bairro. “Ele fala para as pessoas que eu inventei isso porque queria ficar com ele, mas nunca dei motivo. Ele era casado, amigo dos meus pais, e eu nunca demonstrei interesse. Ele só fez isso porque me viu em um momento frágil e achou que podia fazer o que quisesse comigo”, desabafou.

O caso foi registrado na Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM) e está sob investigação. A jovem pede providências das autoridades para que o agressor seja responsabilizado.

Fotos: Tarcísio Heden / Imediato

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