Morre o Miguel Uribe Turbay, pré-candidato da oposição da Colômbia, aos 39 anos vítima de complicações pós-atentado em Bogotá

Morte de pré-candidato da oposição colombiana abala cenário político do país.
Redação Imediato Online
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Bogotá-Colômbia – O senador colombiano Miguel Uribe Turbay, pré-candidato à Presidência pelo partido de oposição Centro Democrático, faleceu nesta segunda-feira (11) aos 39 anos, após mais de dois meses internado na Fundação Santa Fe, em Bogotá. A morte foi confirmada por sua esposa, María Claudia Tarazona, e pelo hospital, atribuída a complicações de um atentado a tiros sofrido em junho. Uribe Turbay era uma das figuras emergentes da direita colombiana e descendente de uma família marcada pela violência política no país.

O atentado ocorreu em 7 de junho, durante um evento de campanha em um parque no bairro Modelia, na capital colombiana. Enquanto discursava, Uribe Turbay foi alvejado por três tiros – dois na cabeça e um na coxa – disparados por um adolescente de 15 anos que se aproximou em uma motocicleta. O jovem foi detido imediatamente, mas as investigações sobre possíveis mandantes ainda estão em andamento, com autoridades colombianas tratando o caso como um possível assassinato político.

Nos meses seguintes, o senador passou por múltiplas cirurgias e chegou a apresentar sinais de melhora, o que gerou otimismo entre familiares e apoiadores. No entanto, no último sábado (9), sofreu uma hemorragia no sistema nervoso central, exigindo uma intervenção de emergência. Ele foi sedado novamente, mas não resistiu, falecendo por volta da 1h40 da madrugada desta segunda-feira, conforme boletim médico da Fundação Santa Fe.

Uribe Turbay, nascido em 28 de janeiro de 1986, era filho da jornalista Diana Turbay, sequestrada e assassinada em 1991 por narcotraficantes ligados a Pablo Escobar, e neto do ex-presidente Julio César Turbay (1978-1982). Sua trajetória política incluía cargos como secretário de Governo de Bogotá e senador desde 2022, onde se destacava por críticas ao governo de Gustavo Petro e defesa de pautas conservadoras. Como pré-candidato para as eleições de 2026, ele era visto como uma “esperança” para a direita colombiana, com posições firmes contra o narcotráfico e em favor da segurança nacional.

O ex-presidente Álvaro Uribe Vélez, mentor político e líder do Centro Democrático, lamentou a perda em uma postagem no X: “O mal destrói tudo; matou a esperança. Que a luta de Miguel seja uma luz que ilumine o caminho da Colômbia.”. A declaração repercutiu amplamente, ecoando sentimentos de luto e indignação contra a violência política no país.

A esposa de Uribe Turbay, María Claudia Tarazona, compartilhou uma mensagem emocionante nas redes sociais: “Peço a Deus que me mostre o caminho para aprender a viver sem você. Descanse em paz, amor da minha vida. Eu cuidarei dos nossos filhos”. Ela, que atualizava frequentemente sobre o estado de saúde do marido, enfatizou que “nosso amor transcende esse mundo físico” e prometeu cumprir promessas aos filhos do casal.

No Congresso colombiano, o Senado emitiu nota de pesar, destacando o legado de Uribe Turbay. Sua irmã, María Carolina Hoyos Turbay, expressou dor em uma postagem no Instagram, enquanto opositores e apoiadores pedem unidade contra a violência. O caso revive memórias de magnicídios na Colômbia, como o de Luis Carlos Galán em 1989, e levanta debates sobre segurança para candidatos em 2026.

A investigação prossegue, com apelos por justiça e transparência. Enquanto o país lamenta, o Centro Democrático deve redefinir sua estratégia para as eleições, em meio a um clima de luto e polarização.

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