Um vídeo que circula nas redes sociais desde o início desta semana mostra uma mulher sendo brutalmente espancada por membros de uma facção criminosa, sob a acusação de cometer furtos a residências em uma comunidade ainda não identificada. A vítima foi reconhecida apenas pelo apelido de “Puruca”.
As imagens revelam que a mulher foi amarrada e agredida com pedaços de madeira, alguns deles improvisados com pernas de cadeiras e tábuas com pregos. O vídeo registra o momento em que a vítima, mesmo sob intensa dor, pede que os agressores retirem um prego de uma das tábuas utilizadas, evidenciando o grau de violência aplicado.
Durante a gravação, é possível ouvir os agressores afirmando que “ela precisava pagar pelos roubos” e que a ação seria um “corretivo”. A prática é conhecida como tribunal do crime, quando grupos ligados ao tráfico de drogas ou facções aplicam punições físicas a indivíduos acusados de delitos dentro da própria comunidade.
Segundo informações preliminares, a mulher teria invadido várias casas na região, o que teria motivado a ação dos supostos criminosos. Ainda não há confirmação oficial sobre o estado de saúde da vítima, mas relatos não confirmados indicam que ela sofreu fraturas nos braços, pernas, costelas e outras partes do corpo.
Até o momento, as autoridades policiais não se pronunciaram oficialmente sobre o caso. A identidade completa da vítima e a localização exata da ocorrência não foram divulgadas. A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) e a Delegacia Especializada em Crimes Cibernéticos devem acompanhar o caso, dada a repercussão do vídeo nas redes sociais.
O conteúdo, de extrema violência, continua sendo compartilhado digitalmente, o que pode configurar crime de divulgação de imagens de tortura, conforme previsto na legislação penal brasileira.
Veja o vídeo:
Foto: Reprodução