MANAUS-AM | A Polícia Militar prendeu na noite desta segunda-feira (21) um homem suspeito de participação no assassinato do professor e psicólogo Manuel Guedes Brandão Neto, de 42 anos. A detenção ocorreu na região da avenida Duque de Caxias, na zona central de Manaus, com apoio da equipe especializada SEG.

O suspeito, identificado como Ismael Medeiros, foi inicialmente capturado pela população local, que tentou agredi-lo antes da intervenção policial. Ele está sendo conduzido à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), onde será ouvido oficialmente sobre o caso.
Manuel Guedes foi encontrado morto na manhã desta segunda-feira, em uma área próxima à antiga penitenciária Raimundo Vidal Pessoa, na avenida Lourenço da Silva Braga. A vítima estava desaparecida desde a noite de sábado (19), quando saiu para participar de um evento na região.
Conforme apurado, o corpo de Manuel apresentava sinais de estrangulamento e estava sem pertences pessoais como sapatos, relógio e celular, características que reforçam a hipótese de latrocínio, roubo seguido de morte. Um morador em situação de rua foi quem encontrou o corpo e acionou a polícia.
Familiares relataram que Manuel era uma pessoa pacífica, dedicada aos estudos e ao trabalho, sem envolvimento com drogas ou atividades ilícitas. Em entrevista, a irmã da vítima, Catarina, lamentou a brutalidade do crime e comentou sobre as circunstâncias que envolvem o caso: “Fizeram uma maldade enorme com ele, mataram com preconceito e crueldade. Meu irmão estava muito machucado.”
Depoimentos indicam que Ismael teria sido a segunda pessoa a encontrar o corpo, mas ele afirmou não saber se houve envolvimento direto dele no crime ou se foi manipulado por terceiros. A família também aponta contradições em relatos de testemunhas, dificultando o entendimento completo dos fatos.
Imagens obtidas pela família mostram Manuel andando pelas ruas com expressão de medo, como se estivesse fugindo de alguém, horas antes de ser encontrado morto.
A Polícia Civil do Amazonas segue investigando o caso para identificar todos os envolvidos e esclarecer as circunstâncias da morte do professor.
Fotos: Tarcísio Heden / Imediato