Uma operação da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) resultou na apreensão de mais de meia tonelada de maconha do tipo skunk, avaliada em R$ 12,1 milhões, que estava escondida dentro de fritadeiras elétricas. A droga seria enviada para outros estados, como Ceará e Pará, camuflada em air fryers e despachada via transportadoras.
Dois integrantes da quadrilha foram presos em flagrante: Osvaldo Alves de Souza Júnior, 37 anos, conhecido como “Contador”, e Ingrid Abraão Vazconcelos, 31 anos. Segundo a polícia, o casal era responsável pela contabilidade e distribuição da droga.
A operação foi deflagrada na sexta-feira (04/07), após oito meses de investigações conduzidas pelo Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc). O grupo havia alugado um imóvel na rua B-29, no bairro Alvorada, zona centro-oeste de Manaus, que funcionava como depósito e central de embalo da droga.

Durante coletiva de imprensa, o delegado-geral Bruno Fraga destacou que a ação foi “cirúrgica e sem danos colaterais”. Segundo ele, o método de camuflagem surpreendeu: “Nos deparamos com um modal diferente, com drogas escondidas dentro da capital e embaladas em eletrodomésticos para dificultar a detecção”, afirmou.
O diretor do Denarc, delegado Rodrigo Torres, detalhou que além do depósito no Alvorada, os investigados usavam um apartamento no bairro Planalto e uma residência na avenida Torquato Tapajós, onde Osvaldo morava. Durante monitoramento, os policiais observaram o casal comprando materiais de embalagem e levando os pacotes a uma transportadora, o que confirmou o envio iminente.
No imóvel do Alvorada, dezenas de air fryers continham, em média, 4 kg de skunk embalado a vácuo. Já nos outros endereços, a polícia apreendeu mais entorpecentes, além de plástico bolha, caixas, fitas adesivas, máquinas de embalo a vácuo e um carro.
Osvaldo e Ingrid foram autuados por tráfico de drogas e associação para o tráfico. Eles serão apresentados em audiência de custódia e continuarão presos à disposição da Justiça.
As investigações continuam para identificar outros integrantes da organização criminosa e mapear sua estrutura financeira.
Foto: Divulgação / PCAM