Jovem denuncia agressões brutais após rejeitar homem em Manaus: ‘Ele me espancou porque eu disse não’
Jovem de 20 anos é brutalmente espancada após rejeitar homem em Manaus; vítima relata agressões e dificuldades para se mover.
Redação Imediato Online
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Por: Rosane Gama
Manaus (AM) – Um caso grave de violência contra a mulher voltou a escancarar a face cruel do machismo em Manaus. A jovem Alana Alves da Silva, de 20 anos, usou as redes sociais nesta sexta-feira (21) para denunciar que foi brutalmente espancada por um homem após rejeitar uma investida amorosa durante uma festa.
O suposto agressor, identificado como Luiz Henrique, teria se irritado após Alana afirmar que não queria ficar com ele. O ataque violento aconteceu dentro do banheiro da casa do suspeito, no bairro Japim, zona sul da cidade.
Segundo o relato da vítima, as agressões começaram após um encontro em uma adega na zona norte de Manaus. Por volta das 6h da manhã, temendo ficar sozinha após a amiga ir embora, Alana aceitou o convite de Luiz Henrique, com quem já havia tido contato no passado, para ir até a residência dele.
“Quando eu disse que não queria ficar com ele, ele me deu um chute, me jogou no chão e começou a me espancar. Foram vários socos e chutes na cabeça. Levei três pontos na cabeça”, relatou a jovem, em um vídeo publicado em suas redes sociais.
As imagens compartilhadas por Alana são chocantes. Ela aparece com o rosto desfigurado, hematomas nos braços, pernas e outras partes do corpo. A jovem afirma que ainda sente dores e dificuldades para se mover devido às lesões sofridas.
Após o espancamento, a vítima foi abandonada no chão da casa do agressor. Sem socorro imediato, só foi amparada depois de algum tempo. Uma pessoa não identificada teria lhe oferecido uma camisa e solicitado um carro por aplicativo que a levou até a casa de sua ex-sogra. De lá, ela foi levada ao Hospital João Lúcio, na zona leste da capital.
Apesar da brutalidade das agressões, Alana afirmou que não houve tentativa de violência sexual.
A denúncia foi registrada oficialmente na Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM), que já iniciou a investigação.