Família acusa mãe de negligência e pede justiça pela morte de jovem de 17 anos em Manaus

Familiares acusam mãe de negligência pela morte de jovem de 17 anos em Manaus e pedem justiça.
Redação Imediato Online
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Manaus (AM) — Familiares e amigos se reuniram na noite desta quinta-feira (19) em frente à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) para pedir justiça pela morte de Evelyn, uma adolescente de 17 anos que faleceu no dia 26 de maio, sob circunstâncias que levantam graves suspeitas de negligência e maus-tratos. A principal acusada pela família é a própria mãe da jovem, identificada como Elaine.

De acordo com relatos dos parentes, Evelyn vinha enfrentando problemas de saúde e, mesmo debilitada, não recebeu os devidos cuidados médicos. Segundo os familiares, ela chegou a pesar 34 quilos, estava desidratada e em condição crítica quando foi levada a uma unidade de saúde. O laudo preliminar do Instituto Médico Legal (IML) indica que a adolescente já chegou sem vida ao hospital.

Familiares afirmam que a mãe da jovem retirou Evelyn do hospital UPA contra orientação médica. Um dos profissionais teria alertado que a adolescente precisava permanecer internada e ser transferida apenas com ambulância equipada com oxigênio. Ainda assim, a mãe teria insistido em levá-la para casa por conta própria.

“Ela não esperou. Tirou a minha sobrinha do hospital e, quando chegou ao segundo hospital, ela já não tinha sinais vitais”, relatou uma tia de Evelyn durante o protesto.

Outro ponto levantado pelos familiares diz respeito à demora na comunicação do falecimento. Eles afirmam que Evelyn teria morrido por volta das 3h da madrugada, mas a mãe só informou à família às 8h da manhã. A notícia causou comoção e revolta durante o velório, onde ocorreram discussões acaloradas e a polícia foi acionada.

Impedimento de visitas e denúncias anteriores

Segundo a família paterna, Elaine dificultava o contato de Evelyn com os outros parentes. A adolescente teria enviado mensagens pedindo ajuda ao pai, alegando que estava doente e com dificuldade para respirar. Em uma das últimas tentativas de visita, a mãe teria afirmado que Evelyn estava apenas com a garganta inflamada e “descansando”, negando a gravidade do caso.

Uma tia relata que, ao visitar a casa, encontrou Evelyn com respiração ofegante, fraca e medicada apenas com dipirona, paracetamol e chá. A jovem também teria relatado medo da mãe, dizendo que seria agredida se voltasse para casa sem um celular, que havia sido roubado dias antes.

A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros está investigando o caso. Familiares informaram que a mãe da adolescente não foi mais localizada após o velório. O laudo completo do IML deve ser concluído em até 30 dias, e poderá esclarecer a causa da morte com mais precisão.

Até o momento, não há confirmação de prisão ou mandado judicial. No entanto, a Polícia Civil apura a possibilidade de homicídio por omissão, maus-tratos e negligência parental.

O caso gerou grande comoção e revolta. Amigos e familiares organizam manifestações exigindo que os responsáveis sejam responsabilizados.

“Não era só descaso. Foi abandono, foi negligência. A Evelyn pediu socorro, e ninguém ouviu a tempo. Agora queremos justiça”, declarou uma amiga da jovem.

Fotos: Arquivo Pessoal / Imediato – Tarcísio Heden

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