Mãe encontra rato morto em fralda de bebê no Rio de Janeiro e cobra respostas da fabricante

Mãe encontra rato morto em fralda de bebê no Rio e cobra respostas da fabricante sobre possíveis riscos à saúde da criança.
Redação Imediato Online
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Uma mãe do Rio de Janeiro, Mariana Sobral, viveu momentos de choque ao descobrir um rato morto dentro da fralda de seu bebê de apenas um mês no dia 20 de maio de 2025. O caso, que veio à tona nesta semana após divulgação no programa Bom Dia Rio, da TV Globo, levanta sérias questões sobre a segurança na fabricação de produtos infantis. A fralda, da marca Babysec, estava lacrada, e o roedor foi encontrado sob a primeira camada de tecido, sugerindo uma falha na linha de produção. Mariana registrou a ocorrência na Delegacia do Consumidor (Decon), que apreendeu o produto para perícia, enquanto a Vigilância Sanitária estadual foi acionada para investigar a fábrica.

Relato da Mãe

Mariana Sobral, formada em biomedicina e com doutorado em Vigilância Sanitária, relatou que, na madrugada de 20 de maio, por volta das 3h30, acordou para amamentar seu filho e trocou sua fralda sob uma luz fraca, para não despertá-lo. Às 7h30, durante uma nova troca, notou uma mancha escura no interior da fralda. Inicialmente, pensou se tratar de algodão sujo, mas, ao examinar mais de perto, identificou um camundongo morto, preso entre as camadas internas do tecido, com manchas de sangue na aba lateral. “Entrei em desespero. Vi um focinho e gotinhas vermelhas. Pensei nas bactérias a que meu filho foi exposto”, disse ao site R7.

Ações Tomadas

Mariana consultou o pediatra do bebê, que elogiou sua rápida higienização, mas orientou que a criança fosse observada por alguns dias para detectar possíveis sintomas, como infecções ou reações alérgicas, devido à exposição potencial a bactérias, fezes, ou urina do roedor. Até o momento, a criança não apresentou sintomas, segundo relatos.

Indignada, Mariana registrou um boletim de ocorrência na Delegacia do Consumidor, que apreendeu a fralda para perícia no Instituto de Criminalística. A investigação busca esclarecer:

  • Como o rato foi parar na fralda lacrada;
  • Se houve contaminação biológica que represente risco à saúde;
  • Possíveis falhas no controle de qualidade da fábrica.

A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro informou que a fiscalização de fábricas de produtos de higiene é responsabilidade da Vigilância Sanitária estadual, mas não confirmou se já realizou inspeções na unidade da Babysec após o incidente.

Resposta da Fabricante

A Babysec, em nota ao UOL, afirmou que solicitou o envio da fralda para análise técnica, mas alegou que Mariana não a disponibilizou, impedindo a investigação. A empresa destacou que seus produtos passam por “rigoroso controle de qualidade, seguindo normas nacionais e internacionais de segurança e higiene” e “descartou” a possibilidade de o problema ter ocorrido em suas instalações, citando a rastreabilidade de sua cadeia produtiva. A fabricante reforçou seu “compromisso com a segurança e transparência”, mas não apresentou esclarecimentos públicos detalhados até o momento.

Mariana, no entanto, optou por entregar a fralda à polícia para perícia oficial, priorizando a investigação independente. O laudo pericial, esperado em cerca de duas semanas, será decisivo para determinar a origem do problema e possíveis responsabilidades.

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