O ex-presidente e ex-senador Fernando Collor foi preso na madrugada desta sexta-feira (25), em Maceió (AL), pouco antes de embarcar para Brasília, onde pretendia se apresentar voluntariamente à Polícia Federal. A prisão foi determinada na noite anterior pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a Justiça esgotar todos os recursos da defesa no processo que o condenou por envolvimento em um esquema de corrupção.
Segundo seus advogados, Collor foi detido por volta das 4h da manhã, enquanto se deslocava para a capital federal. Atualmente, ele está sob custódia na Superintendência da Polícia Federal em Maceió, conforme informou o criminalista Marcelo Bessa. Ainda não há uma estimativa oficial de quando ocorrerá a transferência para Brasília, onde cumprirá pena em regime fechado.
A prisão foi decretada após o ministro Alexandre de Moraes rejeitar o segundo recurso apresentado pela defesa, determinando o início imediato do cumprimento da pena. Collor foi condenado a oito anos e dez meses de prisão em regime fechado por sua participação em um esquema de corrupção envolvendo a BR Distribuidora, desvendado pela Operação Lava-Jato.
De acordo com a decisão do STF, Collor, em parceria com os empresários Luis Pereira Duarte de Amorim e Pedro Paulo Bergamaschi de Leoni Ramos, teria recebido cerca de R$ 20 milhões em propina. O montante teria sido pago para facilitar, de forma ilícita, contratos entre a BR Distribuidora e a UTC Engenharia, voltados à construção de bases de distribuição de combustíveis.
Em troca, o ex-presidente usou sua influência política para interceder na nomeação e permanência de diretores dentro da estatal, favorecendo os interesses das empresas envolvidas no esquema.