Mulher é detida após ser acusada de aplicar golpe em venda de moto por R$ 1.500 em Manaus
Mulher é acusada de aplicar golpe na venda de moto por R$ 1.500 em Manaus.
Redação Imediato Online
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Manaus (AM) – Uma mulher identificada como Rayla Victor está sendo acusada de aplicar um golpe envolvendo a venda falsa de uma motocicleta no bairro Vieiralves, zona Centro-Sul de Manaus. A vítima, que preferiu não se identificar, afirma ter realizado um pagamento via PIX no valor de R$ 1.500, mas nunca recebeu o veículo. O caso foi registrado na noite desta quinta-feira (17), na Central de Flagrantes da Zona Sul.
De acordo com o relato da vítima, tudo começou com um anúncio em uma rede social, onde a mulher usava o nome de perfil “Rayla Victor”. Após entrar em contato com a suposta vendedora, a negociação foi marcada para ocorrer em um prédio comercial no Vieiralves, onde Rayla teria apresentado uma sala alugada como sendo o espaço de uma empresa. Confiando na aparência do local, a vítima realizou o pagamento do valor combinado por meio de PIX.
“Ela disse que o prédio era dela, que a empresa funcionava ali. Fiz o pagamento acreditando que estava tudo certo. Mas depois disso, ela sumiu. Não respondeu mais e a moto nunca apareceu”, contou a vítima.
Foto: Divulgação
A situação se agravou quando, dias depois, a vítima retornou ao local do encontro e foi informada pela administradora do prédio que a mesma mulher estaria tentando aplicar o mesmo golpe em outra pessoa. A Polícia Militar foi acionada e conduziu Rayla à delegacia.
Apesar do flagrante não ter sido registrado dentro do período, o delegado de plantão informou que será aberto um inquérito policial para apurar o caso. A mulher deverá responder por estelionato, crime que pode acarretar pena de 1 a 5 anos de reclusão, além de multa.
A advogada Cindy Alfaia, que representa a vítima, afirma que também irá ingressar com ações nas esferas criminal e cível, buscando o ressarcimento do valor pago e a devida responsabilização da acusada.
“Ela alega para o meu cliente que o dinheiro não foi depositado em sua conta e que pertence a uma empresa da qual ela seria apenas intermediária. Porém, é ela quem realiza o contato direto com as vítimas, negocia, agenda os encontros e recebe o pagamento. A Justiça deverá avaliar a extensão de sua responsabilidade”, explicou a advogada.
O caso agora segue sob investigação, e outras possíveis vítimas estão sendo encorajadas a procurarem a Polícia Civil do Amazonas para prestar depoimento.