Irmão de Kennedy Cardoso fala sobre a perda do jovem assassinado pelo sargento da PM

Irmão de vítima assassinada por sargento da PM lamenta perda e cobra justiça.
Redação Imediato Online
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O irmão de Kennedy Cardoso de Miranda, Giliard, não esconde a dor e a revolta diante da morte de seu irmão, que foi brutalmente assassinado na noite de Natal. O jovem, de 22 anos, foi alvejado na cabeça pelo sargento da Polícia Militar, Edersson Oseias Cordeiro Lira, que, segundo a família, tinha um histórico de atitudes agressivas e já estava alcoolizado no momento do crime.

“Eu espero que ele pague pelo crime que cometeu. Um policial irresponsável, alcoolizado, tirou a vida do meu irmão. Ele não tinha direito de fazer isso”, disse Giliard, com lágrimas nos olhos, em entrevista após o crime.

De acordo com Giliard, o sargento tinha um relacionamento familiar com a vítima, pois era ex-marido da irmã da namorada de Kennedy. “Ele não tinha o direito de fazer isso. Meu irmão só queria viver em paz”, afirmou. O irmão de Kennedy relatou que o sargento entrou na casa onde a vítima estava, se aproximou de Kennedy e, de forma agressiva, questionou sua presença ali. “Ele pegou uma cadeira, colocou na frente do meu irmão e disse que iria ver se ele tinha cara de bandido. Quando meu irmão se levantou, ele puxou a arma e atirou na cabeça dele”, contou, emocionado.

Após o crime, Giliard disse que o sargento fugiu rapidamente do local. “Ele saiu correndo, deixou o carro dele lá na frente da casa e fugiu. Como um covarde”, criticou.

O caso teve grande repercussão, e a população se mobilizou para exigir justiça. Giliard também agradeceu o apoio recebido e destacou o papel da imprensa no esclarecimento dos fatos. “Se não fosse pela mídia, esse caso poderia ter sido abafado, como muitos outros. Estamos felizes porque ele foi preso e agora vai pagar por tudo o que fez”, concluiu.

O sargento Edersson Oseias se entregou à polícia na manhã desta sexta-feira (27), e já está sendo ouvido na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). A Polícia Civil trabalha para esclarecer todos os detalhes do crime.

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