Os moradores do bairro Mauazinho, na zona leste da capital, enfrentam graves dificuldades devido à falta de água que já dura quatro dias. A situação afeta atividades básicas como tomar banho, lavar roupas e cozinhar. Muitos têm recorrido à compra de água mineral, algo inviável para famílias de baixa renda.
Segundo relatos de um líder comunitário, a falta de água foi causada por problemas em um flutuante que encalhou durante a seca do rio. Apesar de o equipamento já ter sido removido, o abastecimento ainda não foi normalizado. Além disso, as solicitações de carros-pipa feitas à concessionária responsável não estão sendo atendidas de forma suficiente, agravando a crise.

A falta de água impacta o dia a dia da comunidade: crianças estão sendo liberadas das escolas por não conseguirem tomar banho e comércios locais enfrentam prejuízos. Famílias que dependem de poços comunitários também estão sofrendo, pois a alta demanda supera a capacidade de abastecimento.
Casos de moradores com problemas de saúde, como idosos e pessoas acamadas, tornam a situação ainda mais delicada. “Temos uma senhora de quase 80 anos, com AVC, e estamos sem água. É desumano”, lamentou um morador.
A comunidade pede a intervenção imediata das autoridades municipais e estaduais para que soluções efetivas e o abastecimento seja retomado. “Não queremos apontar culpados, queremos soluções”, concluiu o líder comunitário.