Caso Clísia: Amazonense foi arremessada de ponte ainda viva; sangue é encontrado no apartamento do ex-companheiro

Laudo pericial revela detalhes perturbadores do caso Clísia, vítima arremessada de ponte ainda viva e com sangue encontrado no apartamento do ex-companheiro.
Redação Imediato Online
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O laudo pericial no caso de feminicídio de Clisia Lima da Silva, de 35 anos, trouxe à tona detalhes perturbadores: a vítima foi arremessada na represa do Rio Jaguari, em Piracaia, São Paulo, com as mãos e os pés amarrados, caindo de bruços na água ainda com vida. O exame de corpo de delito revelou múltiplos ferimentos em várias partes do corpo, indicando uma agressão brutal antes do afogamento.

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A investigação, que conta com o apoio da Polícia Civil de São Paulo e de representantes do Governo do Amazonas, prossegue na busca por mais evidências contra o principal suspeito, Edson Fernando Sales Cardoso, de 36 anos, ex-companheiro de Clísia.

São Paulo

Após a prisão temporária de Edson Fernando em sua residência em Extrema (MG), peritos da Superintendência de Polícia Técnico-Científica de São Paulo realizaram uma análise minuciosa no local. Com o uso do reagente químico luminol, foram detectados vestígios de sangue humano em diversos pontos da casa, sugerindo uma tentativa de limpeza para ocultar evidências do crime.

A cena indicava sinais de violência: móveis e eletrodomésticos estavam danificados, possivelmente em decorrência de um confronto entre familiares da vítima e parentes do suspeito. Testemunhas afirmaram que, durante o conflito, uma irmã de Edson foi ameaçada com uma faca.

As autoridades examinaram imagens de câmeras de segurança de Extrema, que mostraram o trajeto realizado por Edson Fernando ao transportar o corpo da vítima da residência até a represa em Piracaia. Os vídeos permitiram traçar um “mapa” preciso do percurso, reforçando indícios de premeditação e facilitando a compreensão da dinâmica do crime.

Clísia já havia registrado um boletim de ocorrência contra Edson Fernando em agosto deste ano, na Delegacia de Extrema (MG), relatando episódios de agressões e ameaças. O alerta prévio, no entanto, não foi suficiente para evitar o desfecho trágico, evidenciando falhas na proteção da vítima e reforçando a urgência de medidas mais eficazes no combate à violência doméstica.

Equipe da Polícia Civil do AM

A Polícia Civil de Extrema (MG) recebeu, nesta data, apoio de uma equipe da Polícia Civil do Estado de São Paulo e representantes do governador do Amazonas, Wilson Lima, na investigação do feminicídio de Clísia Lima da Silva, de 35 anos.

Relembre o Caso

Caso Clisia

No último dia 30 de outubro, o corpo de Clisia Lima da Silva, uma amazonense de 35 anos, foi encontrado nas águas do Rio Jaguari, em Piracaia, São Paulo. A descoberta trágica chocou a pequena cidade do interior paulista e trouxe à tona um caso de violência brutal. Clisia foi encontrada com pés e mãos amarrados, vestindo apenas uma camiseta rasgada e uma calcinha. O principal suspeito, Edson Fernando Sales Cardoso, de 37 anos, companheiro da vítima, foi preso e agora responde pelo suposto feminicídio.

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Clisia e Edson haviam se mudado recentemente de Manacapuru, no Amazonas, para Bragança Paulista, em São Paulo, em busca de novas oportunidades.

Carla, irmã de Clisia, relatou comovente e revoltada que Edson teria administrado pequenas doses de “chumbinho” (veneno popular para roedores) à vítima. Ela afirmou ter percebido o comportamento distante e suspeito de Edson nos dias em que Clisia estava desaparecida, dizendo que ele “demonstrava frieza” e pouco se importava com o paradeiro da companheira.

Edson teve a prisão preventiva decretada por 30 dias. Durante esse período, as autoridades buscam aprofundar as investigações para entender o que motivou o crime e reconstruir os últimos dias de Clisia. Informações sobre o comportamento de Edson nas redes sociais, bem como seu histórico de relacionamento com a vítima, estão sendo analisadas para fornecer um quadro mais completo.

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