‘Não compro voto’, diz Moacir Vulcão sobre confusão entre sua equipe e Amom Mandel

Candidato a vereador em Manaus nega envolvimento em compra de votos e diz que não possui recursos para tal prática ilícita.
Redação Imediato Online
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MANAUS-AM | O candidato a vereador, Moacir Vulcão, se viu no centro de uma controvérsia após a divulgação de um vídeo que sugere sua participação em ações de compra de votos. Em resposta às acusações, Vulcão se defendeu, afirmando que vive com um salário mínimo e que não possui recursos para práticas ilícitas. “Eu não tenho dinheiro para comprar votos. Isso não é válido. Eu não mandei ninguém fazer isso”, declarou durante entrevista para o site Imediato.

A situação gerou uma reação da equipe de campanha de Moacir Vulcão, representada por Ederson Vieira. Ele ressaltou que Amom faz acusações mas não mostra provas. “O candidato Amom Mandel, que fez a denúncia, deve apresentar evidências concretas. Esse tipo de rumor se espalha rapidamente, e nossa equipe está disposta a esclarecer a situação”, afirmou.

Vieira também destacou o compromisso da campanha com a ética, reiterando que, desde março de 2024, a equipe tem trabalhado arduamente de forma transparente. “Alcançamos 3.410 votos com verdade. Estamos abertos ao diálogo e prontos para apresentar nossa versão dos fatos”, acrescentou.

Relembre o caso

Neste domingo (6), dia da eleição, Amom Mandel, candidato à prefeitura de Manaus pelo partido Cidadania, denunciou uma grave situação de violência e tentativa de atentado durante sua campanha. Em um relato feito nas redes sociais, o político afirmou que foi alvo de uma agressão e de uma tentativa de atropelamento no bairro São José I, após ter dado voz de prisão a cabos eleitorais flagrados supostamente comprando votos.

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De acordo com Mandel, a situação começou quando ele presenciou a suposta compra de votos, envolvendo uma quantia em espécie de cerca de R$ 5 mil. Ao tentar intervir e prender os envolvidos, o candidato alegou que enfrentou uma intensa perseguição. “Houve uma perseguição no momento da voz de prisão. Eu, como candidato, tenho poder de fiscal e delegado no dia da eleição e posso dar voz de prisão em flagrante delito”, declarou.

Mandel relatou que os cabos eleitorais reagiram de forma agressiva. “Tentaram me agredir mais de uma vez, jogaram a moto em mim, outro tentou me dar um soco e um terceiro jogou meu celular para longe”, contou, expressando preocupação com a escalada de violência nas eleições.

A situação alarmante levou Mandel a acionar a Polícia Federal, que agora investiga o incidente. O caso levanta preocupações sobre a segurança dos candidatos e a integridade do processo eleitoral em Manaus, em um contexto onde a compra de votos é uma prática recorrente.

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