Caso Djidja: Roberto Cabrini chega amanhã em Manaus para entrevistar mãe e irmão de ex-sinhazinha

Repórter investigativo Roberto Cabrini chega a Manaus para entrevistar mãe e irmão de ex-sinhazinha Djidja, morta por overdose de cetamina.
Redação Imediato Online
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MANAUS-AM | O repórter investigativo Roberto Cabrini chegará nesta quinta-feira (18) em Manaus, para entrevistar Ademar Farias Cardoso Neto e Cleusimar Cardoso, irmão e mãe de Djidja Cardoso, que foi encontrada morta em 28 de maio de 2024, vítima de overdose provocada pelo uso excessivo de cetamina, uma substância anestésica. A informação foi confirmada com exclusividade para o site Imediato pelo advogado de defesa da família Mozarth Bessa.

O Tribunal de Justiça do Amazonas autorizou a realização de entrevistas jornalísticas com os acusados Ademar Farias Cardoso Neto e Cleusimar Cardoso, envolvidos em um processo por tráfico de drogas. A decisão foi proferida pelo juiz Celso Souza de Paula, da 3ª Vara de Delitos de Tráfico de Drogas da Comarca de Manaus, atendendo a um pedido da defesa dos acusados.

De acordo com a decisão, o objetivo da autorização é promover transparência no caso e informar a população sobre os riscos relacionados às substâncias entorpecentes. O Ministério Público se manifestou favorável ao pedido, reconhecendo o interesse público na cobertura do caso.

O caso

Djidja e familiares já eram investigados pela Polícia Civil cerca de 40 dias antes de sua morte. O grupo pertencia a uma seita religiosa denominada Pai, Mãe, Vida, que utilizava entorpecentes para alcançar suposta plenitude espiritual.

Uma suspeita é que a ex-sinhazinha teria consumido a substância que levou à sua morte durante um ritual. Vídeos que circularam na internet mostram a vítima sob efeito de ketamina ao lado do irmão, Ademar Cardoso.

Os dois foram presos preventivamente no último dia 30, por suspeita de tráfico ilegal de drogas, charlatanismo e outros crimes. Na ocasião, também foram presas duas funcionárias da rede de salões de beleza Belle Femme, que pertence à família.

O grupo, de acordo com a investigação, coletava a droga em clínicas veterinárias e distribuía entre os funcionários dos salões.

Ademar também é acusado de realizar um aborto em uma ex-companheira. Segundo o delegado Cícero Túlio, ela era obrigada a usar a droga e sofria abuso sexual quando estava fora de si.

A defesa da família nega qualquer relação com uma seita e afirma que os familiares são dependentes químicos que precisam de tratamento.

Foto: Montagem / site Imediato

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