Nesta terça-feira (10) familiares e moradores da comunidade da Cidade Nova, zona norte de Manaus, se reuniram em frente ao Fórum Ministro Henoch Reis para apoiar o líder comunitário Luan Patrono, preso pela Polícia Civil do Amazonas. Patrono enfrenta acusações graves de estupro de vulnerável e satisfação de lascívia na presença de menores de idade.
Em entrevista, Anderson Oliveira, pai de Luan, expressou seu descontentamento com a prisão e as acusações contra seu filho. “Estamos todos muito tristes. Ninguém esperava uma coisa dessas. O Luan sempre respondeu corretamente e estava tudo normal antes disso. Agora, ele está sendo usado como bode expiatório”, afirmou Oliveira.
Oliveira criticou a condução da investigação, alegando que o caso é uma forma de perseguição política. “A deputada [Joana Darc] está usando a situação para obter vantagens políticas. A delegada não quis ouvir a mãe de uma das supostas vítimas quando ela foi à delegacia. Isso é um exemplo de perseguição política”, disse o pai de Luan.
De acordo com informações da Polícia Civil, Luan Patrono e um outro homem foram detidos nos bairros Nossa Senhora de Fátima e Novo Aleixo. Ambos são suspeitos de cometer crimes sexuais contra duas crianças, de 9 e 12 anos. A delegada Juliana Tuma, da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), confirmou que as vítimas relataram que os suspeitos mantinham relações sexuais na presença delas.
A deputada estadual Joana Darc também se pronunciou sobre o caso, destacando a gravidade das acusações. Oliveira, no entanto, criticou a atuação da deputada e a forma como o caso tem sido tratado. “Aqui estão apenas trabalhadores e mães de família apoiando o Luan. Estamos aqui para lutar por justiça e exigir uma investigação justa”, declarou.
Os manifestantes permanecem em frente ao Fórum, aguardando o resultado da audiência de custódia de Luan Patrono e do outro homem preso. Eles pedem uma investigação transparente e a liberação de Patrono, esperando que a justiça seja feita de maneira equitativa.