Na Zona Norte de Manaus, em frente à Escola Municipal Dr. João Queiroz, uma tragédia abalou a comunidade local. Um aluno de 10 anos foi agredido por um colega na última semana, entre quinta e sexta-feira, dentro das dependências da escola. Dias depois, a criança, identificada como Eduardo, infelizmente faleceu devido às consequências da agressão.
A comoção levou vários pais a se reunirem em frente à escola em protesto, alegando que o corpo técnico da instituição não agiu de maneira adequada diante da situação. Gabriela da Silva, amiga da família de Eduardo, relatou que ele vinha reclamando de agressões e bullying para a professora Cláudia, mas suas queixas foram ignoradas. Segundo Gabriela, Eduardo sofria pressão dos colegas para fazer as tarefas escolares deles, e quando se recusava, era agredido.
Gabriela também mencionou que, no dia da agressão fatal, dois colegas agrediram Eduardo na saída da escola. A violência não foi um evento isolado, pois o sobrinho de Gabriela também foi vítima de agressões dentro da mesma instituição.
Em resposta ao ocorrido, a Secretaria Municipal de Educação emitiu uma nota informando que não há registros nas câmeras de segurança que comprovem o espancamento de Eduardo dentro ou em frente à escola. A secretaria afirmou que, ao ser comunicada do falecimento, prestou total apoio à família, providenciando transporte e auxílio funeral. No entanto, amigos da família contestam essa afirmação, alegando falta de apoio adequado.
A secretaria também destacou que está disponível para prestar assistência psicológica à família e apoio às pessoas afetadas por essa tragédia. A comunidade escolar está em luto, e as autoridades estão sendo pressionadas para tomar medidas que garantam a segurança dos alunos nas dependências escolares.