MANAUS-AM | Sem solução de moradia, famílias são retiradas de suas residências devido à construção de supermercado no bairro Crespo, localizado na zona Sul de Manaus, um cenário de tensão tem se desenvolvido à medida que famílias enfrentam a perspectiva de serem desalojadas. A situação tem gerado preocupação e debate entre os moradores locais, autoridades e a empresa responsável pelo empreendimento.
Segundo relatos de moradores, a iniciativa de construir o supermercado resultará na remoção de várias famílias que residem na área há anos, e de uma igreja que segundo os moradores não deve fazer parte da demolição pois não corre risco de desmoronamento como as outras residências. Muitas dessas famílias enfrentam dificuldades econômicas e dependem da localização estratégica e acessível do bairro para manterem suas rotinas diárias.
“Está casa de oração é de um homem que cedeu o local para realizarmos os cultos, porém, a igreja não está com rachaduras e nem corre o perigo de desmoronar, então não tem motivos para retirar a igreja do local. As autoridades estiveram aqui e relataram que não podem fazer nada e que tudo serar demolido”, relatou o Pastor da igreja, Widison Almeida.

O processo de realocação das famílias afetadas tem sido motivo de preocupação. Os moradores temem não apenas perder suas moradias, mas também serem deslocados para áreas distantes, com pouca infraestrutura e acesso precário a serviços básicos.
“Nós moradores estamos doentes pois somos coagidos quase todos os dias com essa situação, temos um amor muito grande por nosso lares e queremos permanecer aqui até que achem uma solução para todos nós. Não queremos indenização, apenas continuar em nossos lares”, disse a moradora Marlene Rodrigues.
Em resposta às preocupações levantadas pela comunidade, representantes da empresa responsável pelo supermercado afirmaram estar comprometidos em seguir todas as normativas legais e buscar soluções que minimizem o impacto sobre os moradores locais. No entanto, muitos residentes duvidam da eficácia dessas garantias, argumentando que suas vozes não estão sendo adequadamente ouvidas durante o processo.
Fotos: Imediato