MANAUS-AM | O influenciador digital e ex-presidiário João Lucas da Silva Alves, conhecido como “Lucas Picolé”, disse através de sua rede social Instagram, neste sábado (20), que teria sido autorizado pelo seu advogado Vilson Benayon, a dar continuidade nos sorteios que fazia antes da Operação Dracma que levou a prisão de “Picolé” pelo esquema de venda de rifas ilegais.
De acordo com Lucas Picolé, Vilson Benayon ligou para ele na sexta-feira (19), e disse que o influenciador já pode voltar a realizar seus sorteios. O ex-presidiário ainda ressaltou que não precisa provar nada para ninguém.
“Ontem tive uma notícia boa, meu advogado me ligou e falou que já posso voltar com os sorteios e quebrar tudo meus parceiros, vou botar pra vocês totalmente de graça uma moto 0KM”, disse Lucas Picolé através de um Story.
Relembre o caso
Lucas Picolé foi preso durante a operação Dracma realizada pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por esquema de venda de rifas ilegais. Na ação, carros de luxos, bonés, sapatos e outros objetos de valor foram apreendidos pela polícia.
Entre os crimes estão estelionato, lavagem de dinheiro, associação criminosa, fraude no comércio, receptação qualificada, promoção de jogos de azar, publicidade enganosa e crimes contra as relações de consumo.
Durante a Operação outros influenciadores também foram presos, segundo as investigações, as redes sociais dos mesmos eram utilizadas para a divulgação e realização do esquema criminoso. O modo de operação consistia em realizar rifas de carros de luxos, celulares e até mesmo dinheiro no valor de R$0,50, R$1. Durante o sorteio, o prêmio era sorteados para ‘amigos’.
Foi concluído o Inquérito Policial (IP), que investigava a venda de rifas ilegais em Manaus. A ação da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), indiciou oito pessoas por 11 crimes distintos. O procedimento culminou na articulação da Operação Dracma, dividida em duas fases e deflagradas nos dias 29 de junho e 5 de julho deste ano.
Conforme o delegado Cícero Túlio, responsável pelas investigações, os trabalhos policiais iniciaram no início deste ano, tendo sido apurado a existência de uma organização criminosa responsável por gerir um esquema de rifas clandestinas e ilegais, promovendo, em seguida, a dissimulação e lavagem de dinheiro oriundo das práticas criminosas.
Foto: Reprodução / Instagram Lucas Picolé