Atalaia do Norte – AM | O Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Amazonas (Sindsep-AM) solicitou ao ministro da Justiça, via ofício, gestão nas bases da Fundação Nacional do Índio (Funai). O pedido acontece após sucessivas ameaças aos servidores.
Desde a última segunda-feira (4), os servidores da Funai no município de Atalaia do Norte, Vale do Javari, trabalham de portas fechadas. Isso porque, no dia 1 de julho, uma área restrita do órgão foi invadida por dois colombianos que perguntaram a uma servidora como Dom Phillips foi morto, além de pedirem mapas da terra indígena.
De acordo com Walter Matos, secretário-geral do Sindsep-AM, os trabalhadores em Atalaia do Norte não tem segurança e que estão com medo.
“Eles estão só com trabalho interno, suspenderam os atendimentos externos e estão com medo. Os colombianos que foram lá não quiseram dizer o motivo da ‘visita’ e nem se identificaram. Não tem qualquer segurança por lá, seja por agentes para proteção do espaço ou ao menos uma câmera”, afirma.
Perigo no alto Solimões
Conforme secretário-geral do Sindsep-AM, o pedido de segurança e proteção não se limita à coordenação regional da Funai no Vale do Javari, pois as ameaças aos trabalhadores se estendem também a outras unidades do órgão no Estado. Documento revelado pelo site Metrópoles, em junho, aponta que servidores no alto e médio rio Solimões sofrem constantes ameaças por parte de ‘piratas’, “grupos fortemente armados que saqueiam embarcações e colocam em risco a vida da população indígena e ribeirinha” na região.
No ofício, o Sindsep-AM pede providências imediatas e solicita “uma força tarefa para os municípios do alto rio Solimões, com o intuito de reforçar a segurança pública, garantindo a vida e a integridade física dos servidores”.
“A nossa solicitação de segurança se estende também para os trabalhadores do Solimões. Pedimos apoio total da Força Nacional, porque a situação é gravíssima. Estamos falando da vida de trabalhadores que está em risco, isso precisa ficar claro, é sério”, pontua o secretário-geral.
Também serão enviadas cópias do documento aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), deputados e senadores no Congresso Nacional, ao Ministério Público Federal (MPF) e Ministério da Casa Civil.