Caso Delman: família pede justiça e faz manifestação nesta sexta

Família de amazonense morto em João Pessoa pede respostas e faz manifestação.
Redação Imediato Online
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Manaus-AM | Familiares e amigos suspeitam que o amazonense Delman de Carvalho Pérez, foi violentamente assassinado no dia 31 de dezembro de 2019 em João Pessoa, na Paraíba. Ainda não se sabe o autor do crime, segundo se apura dos autos, a principal suspeita recai para Virginia Helena Gomes de Lima Gomes, viúva de Delman, com quem tinha apenas 2 anos de casado. Por isso, nesta sexta-feira (8), às 9h30, familiares e amigos farão em frente ao Fórum Henoch Reis, na zona Centro-Sul de Manaus, uma manifestação para que o caso tenha celeridade e seja resolvido.

A princípio, de acordo com os parentes, foi informado que a morte de Delman foi causada por um mal súbito e que ele cometeu suicídio, no entanto, a família suspeitou, registrou queixa e solicitou investigação da Justiça da Paraíba. Ainda segundo os familiares, Delman conheceu a esposa via internet e depois de 3 meses, casaram com comunhão universal de bens. Além disso, a vítima era dependente químico, conforme informado pelos parentes.

De acordo com informações repassadas pelos familiares de Delman, em pouco tempo, os dois deixaram a casa dos familiares onde moravam e se mudaram primeiramente para Boa Vista e depois para João Pessoa afastando-se completamente do convívio familiar. “Por tudo isso, e por muitas divergências de informações, suspeitamos que Delman tenha sido assassinado e o laudo da perícia mostrou que ele foi morto com violência. Muito triste e desesperador, tudo para ficar com o dinheiro dele”, disse uma parente que preferiu não se identificar.

O Ministério Público do 1º Tribunal do Júri de João Pessoa, Paraíba, solicitou novas diligências para que os autos baixassem a Polícia Civil l do Estado da Paraíba para inquisição de diversas testemunhas, visando o oferecimento da denúncia por parte do Ministério Público.

Em conversa com o advogado Romulo Palitot, ele explicou que foi requerido um inquérito policial em março deste ano, porque quando surgiu a pandemia, tudo parou referente à Justiça. E agora é preciso ser retomado. A família acredita na Justiça para a elucidação do crime.

Veja abaixo o requerimento de inquérito policial:

O outro lado dos fatos

O advogado de Virgínia Gomes, Marcos Moura, entrou em contato com a redação e nos passou um breve resumo dos fatos na versão da viúva de Delman. “A Virgínia foi casada com o Delman Peres, o qual faleceu em João Pessoa/PB. O IML local concluiu que a causa da morte foi “tromboembolia pulmonar”. Objetivando a apuração dos fatos, foi instaurado pela polícia judiciária paraibana o competente inquérito policial, concluindo a sua presidente de que se tratou e morte natural. O mesmo entendimento foi esposado pelo membro do Ministério Público Estadual, conforme documento que segue abaixo. Contudo, alguns parentes do Delman, movidos exclusivamente por interesses financeiros, vez que querem afastá-la da herança, estão tentado de todas as formas, principalmente, usando a imprensa manauara, acusar, sem qualquer fundamento de fato ou de direito, a Virgínia da morte do seu marido”, escreveu o Moura.

Em seguida, o advogado ainda explicou que “as acusações feitas por aquelas pessoas não passam de calúnias e difamações, cuja reparação está sendo pleiteada judicialmente”.

E completou dizendo que “se houvesse qualquer suspeita ou indício menor que fosse em relação à participação da Virgínia na morte do seu marido, ela certamente teria sido indiciada pela autoridade policial competente ou denunciada pelo Ministério Público paraibano, o que não ocorreu. Contudo, alguns parentes do Delman a acusam, sem provas, de ter cometido homicídio contra ele, com o intuito exclusivo de afastá-la da herança que lhe cabe”, finalizou o advogado de Virgínia.

Veja os documentos que Moura enviou ao site Imediato sobre a versão de Virgínia:

MATÉRIA ATUALIZADA ÀS 18H18, DESTA SEXTA-FEIRA (08).

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