Susam divulga nota de esclarecimento sobre funcionário que desviou medicamentos

Secretaria de Saúde esclarece caso de desvio de medicamentos por funcionário terceirizado em hospital de Manaus.
Redação Imediato Online
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Manaus – AM | A Secretaria de Estado de Saúde (Susam) enviou nota à imprensa na tarde desta sexta-feira (01), para prestar esclarecimentos sobre o caso do funcionário que foi preso por desviar medicamentos e lucrar aproximadamente R$80mil.

Veja a nota na íntegra:

“A Secretaria de Estado de Saúde (Susam) informa que a investigação sobre o desvio de medicamentos que resultou na prisão de Roger Lima Duarte, funcionário terceirizado do Hospital e Pronto-socorro João Lucio Machado, é resultado das medidas de controle que vêm sendo adotadas nos hospitais e foram deflagradas pela Polícia Civil a partir de uma denuncia da direção da unidade.

A ocorrência foi oficializada à Delegacia de Roubos e Furtos em 14 de outubro, mas a direção da unidade já vinha monitorando, em sigilo, com o conhecimento da Susam, o sistema de entrada e saída de medicamentos do setor de farmácia do HPS João Lucio Machado, onde foram observadas inconsistências e verificadas baixas significativas no estoque de itens que não correspondiam ao consumo do hospital.

Conforme a direção do HPS João Lucio Machado, o funcionário, que atuava na farmácia da unidade, começou a ser monitorado a partir de setembro, devido às atitudes suspeitas e a observação de divergências significativas na movimentação de estoque.

Um exemplo é o Alprostadil, cujo estoque fora abastecido pela Central de Medicamentos do Amazonas (Cema) no dia 2 de outubro com 200 ampolas e no dia 8 do mesmo mês havia apenas 100 ampolas, sem registro de uso. O funcionário alegou que os mesmos tinham sido usados em permuta com outras unidades, mas não apresentou processo administrativo comprovando o procedimento, como é de costume. Dois dias depois, o estoque estava zerado, embora tenha sido registrada no período apenas uma permuta de 30 unidades. Também não foi registrada saída para setor ou paciente.

Ao verificar o sistema de registros de câmeras da unidade, a direção flagrou o funcionário em atitude suspeita carregando caixas de medicamentos para o estacionamento, sendo a denuncia oficializada à Polícia Civil, que passou a investigar o funcionário.

A Susam lamenta atitudes como estas, que prejudicam diretamente os usuários da rede pública de saúde e está tomando todas as medidas para reforçar o controle nas unidades, além de confiar no avanço das investigações da Polícia do Amazonas, inclusive na identificação dos receptadores dos produtos desviados.”

Entenda o caso: 

Roger Lima Duarte Gonçalves, de 22 anos, foi preso após desviar grande quantidade de medicamentos do hospital público e lucrar aproximadamente R$ 80 mil com a prática delituosa.

À polícia, o homem confessou o crime e disse que ganhava por semana em média de R$ 2 mil a R$ 4 mil com os desvios. O prejuízo estimado para a unidade hospitalar é de aproximadamente R$ 140 mil, referente apenas ao desvio mais recente.

Roger é funcionário terceirizado do Hospital e Pronto Socorro João Lúcio, na zona Leste da capital, há 3 anos. De acordo com a investigação, na função de conferente, ele retirava parte dos medicamentos que eram adquiridos pelo hospital antes mesmo que os produtos chegassem ao estoque da unidade hospitalar.

“Após a direção do hospital detectar a suspeita de desvio nós fomos acionados e iniciamos as investigações. O Roger foi preso no momento em que transportava caixas de medicamentos desviados, e também apreendemos medicamentos que já estavam guardados na casa dele.”, informou o delegado Guilherme Torres, titular da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações. 

Ainda de acordo com o delegado, a investigação continua para identificar quem recebia os medicamentos desviados. “O que eu podemos dizer nesse momento é que os medicamentos desviados eram mandados para o interior do Estado.”, afirmou o delegado.

O funcionário terceirizado foi autuado pelo crime de peculato e encaminhado para participar de audiência de custódia.

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