“Não queremos expô-la a esse circo, tem que fazer uma coisa mais reservada”, diz advogado de Elizabeth, que não foi depor, novamente

Primeira-dama de Manaus não comparece a depoimento sobre morte de engenheiro, alegando não querer ser 'exposta a esse circo'.
Redação Imediato Online
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Manaus – AM |  A primeira-dama de Manaus, Elizabeth Valeiko, mãe de Alejandro Valeiko, principal nome ligado à morte do engenheiro Flávio Rodrigues, mais uma vez não compareceu à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (Dehs) para prestar esclarecimentos à polícia por ter ido à cena do crime, na noite de domingo (29) quando supostamente se desenrolaram os eventos, ainda obscuros, que levaram à morte do engenheiro Flávio Rodrigues.

Na última quarta-feira (16/10), ela tinha oitava marcada na Dehs, mas não foi à especializada. O depoimento foi adiado para esta sexta-feira (18/10) e, de novo, ela não compareceu. Mas pela manhã, acompanhada dos melhores advogados, Elizabeth Valeiko, esteve no Ministério Público do Amazonas (MPE-AM),  para conversar com promotor do caso e relatar “uma série de questões.” À tarde foram à Polícia Civil (PC) apresentar requisições.

Na quarta, a PC emitiu pela primeira vez, uma notificação nominal para a esposa do prefeito da cidade. Um carro caracterizado da polícia saiu, por volta das 15h30, para levar a notificação ao endereço oficial de Arthur e Betinha. 

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No mesmo dia, mais cedo, os advogados entraram com requerimento no Ministério Público, para terem acesso às informações sobre uma nova testemunha que está sendo mantida em sigilo pelo órgão. A nova testemunha pode provocar mudanças na investigação da morte do engenheiro Flávio, no dia 29 de setembro deste ano. 

A primeira notificação, convocando Elizabeth Valeiko para prestar esclarecimentos na Delegacia de Homicídios, havia sido enviado para o escritório dos advogados que já estavam representando o filho e entendo do prefeito, Alejandro Valeiko, que está preso.

Os advogados alegam que a esposa do prefeito Arthur Neto não é obrigada, de acordo com a legislação, a depor na Polícia Civil, no caso em que ela não foi indiciada pela polícia como suspeita de envolvimento no assassinato do engenheiro, e ainda é mãe de um dos suspeitos de autoria do crime . Ainda segundo os advogados, Elizabeth Valeiko pretende prestar esclarecimentos.

“Não queremos expô-la a esse circo, né, entendeu? Tem que fazer uma coisa mais reservada”, disse um dos advogados da família do prefeito da capital. 


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