Venezuelana acusa padre de 60 anos de estupro; ele afirma que vítima era conivente com as relações sexuais

Padre de 60 anos é acusado de estuprar refugiada venezuelana de 29 anos em Manaus; ele nega e diz que relações eram consensuais.
Redação Imediato Online
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Manaus-AM| Uma mulher venezuelana, de 29 anos, afirma ter sido estuprada por um padre, de 60 anos, da Arquidiocese de Manaus. Ela conta que sofreu os abusos durante os meses de maio e junho de 2019. A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) falou sobre o caso na tarde desta segunda-feira (8).

De acordo com a delegada responsável pelo caso, Déborah Barreiros, titular do 5• Distrito Integrado de Polícia (DIP), o caso ainda segue em total investigação, e por isso é difícil encaixar alguns pontos nos depoimentos prestadora pelos dois envolvidos.

A vítima:

Conforme o B.O, registrado pela venezuelana na última quarta-feira (3), a refugiada e o padre se conheceram em um abrigo da Igreja Católica, localizado na rua José Tadros, no bairro Santo Antônio, local onde a mulher morou por semanas. Ela veio para Manaus, acompanhada do pai, por conta da crise política e econômica na Venezuela. A denunciante destaca que, por telefone, o religioso fazia elogios a ela dizendo que a amava, a chamando de “meu anjo” e “minha flor”.

A suposta vítima destacou ainda que o primeiro abuso aconteceu no dia 18 de maio quando ela foi convidada pelo padre a ir na casa dele. Ela conta que foi drogada por meio de um suco que ele a ofereceu e após perder os sentidos foi estuprada sem conseguir se defender.

Ainda de acordo com o depoimento da mulher, pelo menos mais dois estupros foram consumados nas semanas seguintes. Ela reitera que o sacerdote agia sempre da mesma forma, levando-a até seu apartamento e colocando sedativos em sua bebida.

O padre:

Ainda segundo a delegada, o padre também já prestou esclarecimento e vem colaborando com as investigações. A autoridade policial informou que durante depoimento prestado, o homem afirmou que manteve sim relações sexuais com a venezuelana, mas que os atos aconteciam por livre e espontânea vontade de ambos.

O sacerdote destacou ainda que vinha sofrendo constantes chantagens da mulher que o ameaçava de denunciar essa história à polícia caso ele não continuasse dando dinheiro a ela.

Próximos passos:

A polícia disse que vai aguardar a emissão dos laudos de exames feitos na venezuelana para comparar o DNA do material biológico encontrado dentro dela com o DNA do padre. Após a confirmação oficial das relações sexuais, ambos deverão voltar a ser ouvidos para confrontar novos esclarecimentos.

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