Fontes de energias renováveis para Amazônia são discutidas em feira

Feira em Manaus apresenta soluções de energias renováveis para a Amazônia, buscando levar eletricidade a comunidades remotas da região.
Redação Imediato Online
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Manaus – AM | Fontes alternativas de energia elétrica ou apenas de iluminação que funcionam por energia solar estarão sendo apresentadas em Manaus até o dia 28 de março, no Centro Convenções Vasco Vasques, que recebe a Feira de Soluções Energéticas para Comunidades da Amazônia (Energia & Comunidades).  A entrada é gratuita e a expectativa é receber cerca de 2 mil visitantes por dia, a partir das 9h.

Ao todo, são 23 expositores trazendo novidades e tendências da indústria de energias renováveis. A maioria dos representantes atua com soluções que utilizam a energia solar, considerada uma das grandes apostas para a região.

Aproximadamente 320 pessoas participaram do simpósio que marcou a abertura do evento, na noite desta segunda-feira (25). Centenas de pessoas de comunidades indígenas, ribeirinhas e tradicionais vieram de outros estados da região Norte do país para também participar do debate e conhecer as propostas de soluções sustentáveis.  

De acordo com dados do Instituto Socioambiental (ISA), que está promovendo a feira, na região amazônica cerca de dois milhões de pessoas ainda sofrem com a falta de eletricidade em casa. Geralmente, as comunidades afastadas precisam recorrer à geração de energia a diesel, que além de cara, não é boa para o meio ambiente.

“O mercado é promissor e o contexto convidativo. As novas fontes de financiamento e o aumento da renda nessas localidades criam novas oportunidades para a expansão das energias alternativas e modelos de negócios a elas associadas. Elas fortalecem a autonomia das comunidades, geram renda, favorecem a qualidade de vida e o desenvolvimento sustentável”, afirma o assessor do ISA, Ciro Campos.

Segundo dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), a fonte solar fotovoltaica atingiu neste ano um total de 2.056 MW de potência instalada operacional, o equivalente a 1,2% da matriz elétrica do Brasil. Com isso, passa a ocupar a posição de 7ª maior fonte do país.

“Discutir um novo modelo energético para a região amazônica é uma das prioridades no cenário socioambiental atual. Os benefícios de substituir o combustível por energias alternativas não se restringem às comunidades isoladas, mas se estendem a todo o planeta, colaborando no combate ao aquecimento global, consequência das mudanças climáticas”, destaca Campos.

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