No último dia 30 de outubro, o corpo de Clisia Lima da Silva, uma amazonense de 35 anos, foi encontrado nas águas do Rio Jaguari, em Piracaia, São Paulo. A descoberta trágica chocou a pequena cidade do interior paulista e trouxe à tona um caso de violência brutal. Clisia foi encontrada com pés e mãos amarrados, vestindo apenas uma camiseta rasgada e uma calcinha. O principal suspeito, Edson Fernando Sales Cardoso, de 37 anos, companheiro da vítima, foi preso e agora responde pelo suposto feminicídio.
Clisia e Edson haviam se mudado recentemente de Manacapuru, no Amazonas, para Bragança Paulista, em São Paulo, em busca de novas oportunidades.
Carla, irmã de Clisia, relatou comovente e revoltada que Edson teria administrado pequenas doses de “chumbinho” (veneno popular para roedores) à vítima. Ela afirmou ter percebido o comportamento distante e suspeito de Edson nos dias em que Clisia estava desaparecida, dizendo que ele “demonstrava frieza” e pouco se importava com o paradeiro da companheira.
“Ele dava chumbinho para ela, eu tenho certeza disso”, afirmou Carla em meio ao luto. Ela relatou ainda que Edson aparentava normalidade e evitava acompanhar as buscas pela namorada. Somente após pressão insistente da família, ele concordou em ir à delegacia, mas com grande resistência.
O relato de Carla trouxe detalhes que indicam a deterioração da saúde de Clisia nas semanas anteriores à morte. Ela estava com o abdômen inchado e, segundo a irmã de Edson, vinha sofrendo fortes dores. Edson, que se oferecia para trazer comida para Clisia quando ela não conseguia se levantar, é acusado pela família de aproveitar esses momentos para envenená-la gradativamente.
Prisão e laudo do Instituto Médico Legal
A Polícia Civil prendeu Edson na noite de quinta-feira, 31 de outubro, após um mandado expedido pela Justiça. O delegado Sandro Montanari, que conduz a investigação, revelou que o laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que Clisia sofreu politraumatismo craniano e lesões severas na coluna, resultado de uma queda de aproximadamente 20 metros, após ser jogada de uma ponte. Segundo o delegado, ela já estava debilitada quando foi arremessada, com indícios de que poderia ter sido envenenada previamente.
A irmã de Clisia compartilhou nas redes sociais o momento da prisão de Edson e expressou a indignação da família, que acompanha a tragédia com consternação e clama por justiça.
Edson teve a prisão preventiva decretada por 30 dias. Durante esse período, as autoridades buscam aprofundar as investigações para entender o que motivou o crime e reconstruir os últimos dias de Clisia. Informações sobre o comportamento de Edson nas redes sociais, bem como seu histórico de relacionamento com a vítima, estão sendo analisadas para fornecer um quadro mais completo.
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