Wilson Lima aciona o CADE para cobrar revisão dos valores abusivos em transportes fluviais durante a seca no AM

Governo do Amazonas aciona CADE para revisar preços abusivos no transporte fluvial durante a seca no estado.
Redação Imediato Online
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

O governador do Amazonas, Wilson Lima (UB), anunciou na manhã desta sexta-feira (2) que acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) para revisar os preços elevados cobrados por empresas de transporte fluvial nos rios do Amazonas, em meio à forte estiagem que assola o estado.

Segundo Lima, as tarifas atuais são um verdadeiro abuso. “Estamos solicitando uma revisão dos valores cobrados pelas empresas que transportam contêineres para o Estado do Amazonas. Consideramos isso um abuso, especialmente em um momento em que o estado enfrenta uma seca severa. As empresas que lucram com o transporte para o Amazonas estão impondo um peso adicional sobre a nossa população”, afirmou o governador.

https://www.instagram.com/reel/C-LOCMXJmt5/?igsh=OHpqcW5rZDVpandi

Lima explicou que, enquanto o estado enfrenta a seca, que reduz o nível dos rios e impacta o transporte fluvial, as empresas estão elevando as tarifas, prevendo dificuldades e possíveis fracionamentos de cargas. “Estamos observando um aumento injustificado nos preços, o que representa um custo adicional para a população em um momento já difícil. Inicialmente, os empresários absorvem esses custos, mas acabam repassando-os para os consumidores”, acrescentou Lima.

O governador destacou que, mesmo sem indicativos claros de problemas graves com o transporte de contêineres para Manaus, as empresas já começaram a aplicar essas taxas adicionais. A ação no CADE foi coordenada com o apoio de setores produtivos, incluindo a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), a Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), a Federação do Comércio do Estado do Amazonas (Fecomércio) e outras federações do estado, que também apoiam a revisão das tarifas.

A medida busca garantir que as práticas de precificação sejam justas e que os impactos econômicos da seca não sejam exacerbados por abusos no setor de transporte.

Carregar Comentários