O homem que aparece na imagem de uma câmera de segurança do motel onde o crime aconteceu também possui uma tatuagem nas costas, mas a Polícia Civil ainda não confirma se tratar de Jeremias
MANAUS-AM| A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (Dehs) confirmou que o carro utilizado pelo assassino de Manuella Otto para derrubar o portal de um motel, na zona Norte da capital, após o assassinato da mulher trans, está em nome do cabo da Polícia Militar do Amazonas (PM-AM), Jeremias Costa.
Entretanto, o policial é apenas considerado como “suspeito” pela polícia. O homem que aparece na imagem de uma câmera de segurança do motel onde o crime aconteceu, no bairro Monte das Oliveiras, também possui uma tatuagem nas costas, mas a Polícia Civil ainda não confirma se tratar de Jeremias.
A Delegacia de Homicídios informa que as investigações continuam. “A gente continua angariando mais provas para que a gente possa, efetivamente dizer, quem é o indivíduo que saiu do motel poucos instantes depois de disparos que teriam sido ouvidos pelos funcionários. Ele tinha a cabeça encoberta por uma camisa, justamente na tentativa de tentar ludibriar ou dificultar a sua identificação.”, disse o delegado Charles Araújo.
Acompanhado de advogado e fora do estado de fragrância em relação ao crime, o cabo se apresentou na Dehs na noite do último domingo (14), e se reservou ao direito de não responder aos questionamentos da autoridade policial sobre o crime, ocorrido na madrugada de sábado (13).
A polícia suspeita que no local do crime possa ter ocorrido uma “uma briga ou confusão” entre assassino e vítima. Até o momento, não há informações sobre motivação para o homicídio.
Manuela recebeu um único tiro, sendo fatal.