Um funcionário conversou com a equipe de reportagem e informou que pessoas fora da linha de frente receberam a vacina na maternidade
MANAUS-AM| Na tarde desta quarta-feira (20), profissionais presenciaram o que parece ser um desvio de vacinas, neste momento o primeiro grupo de prioridade também devem ser médicos e enfermeiros que trabalham na linha de frente no combate da Covid-19, mas, um funcionário da Maternidade Ana Braga denunciou ao Imediato que os os profissionais não estão sendo vacinados, e, outros que não estão na linha de frente receberam a dose.
O funcionário, que preferiu anonimato, explicou sobre a distribuição que deveria ser feita segundo nota da direção. “Na verdade foi pela manhã que chegou as vacinas, houve um grande atraso de horário, em nota a gente recebeu que o horário seria entre 08h da manhã e 20h da noite por meio de um documento emitido pela direção da maternidade. Não foi cumprido esse horário e fica a nossa indignação como funcionário de linha de frente e de UTI aqui da maternidade, nós estamos a todo vapor trabalhando, nós fomos realmente trapaceados, vamos dizer assim, chegou essa sensação de revolta por conta que chegou uma pequena dose de vacina”, disse.
Também segundo o funcionário, pessoas da maternidade passaram a frente do grupo prioritário, sendo denunciados também em redes sociais por outro funcionários da maternidade. “Segundo informações que tivermos, essa pequena dose de vacina não foi distribuída aos funcionários de forma correta, foram administradas em pessoas que não são do primeiro grupo como enfermeiros, médicos e fisioterapeutas, nós fomos super destratados pela direção e pela gerencia, fomos tratados como se estivéssemos pedindo uma esmola”, explicou o funcionário.


O denunciamente também diz que é necessário uma fiscalização da distribuição dessas vacinas nas unidades. “Nós queremos algum relatório, pra saber onde estão indo essas doses de vacina pois vieram pouquíssimas pra uma maternidade que é referencia do interior todos os pacientes acometidos pela Covid-19 chegam aqui nessa unidade, a gente dá o nosso sangue como profissional, arranjamos leitos, atendemos pacientes da forma que a gente pode fazer, mas, essa é a retribuição que recebemos da direção que com certeza não está preocupada nenhum pouco, ainda acha que está fazendo um trabalho excelente. Precisa ter uma fiscalização mais rigorosa desta vacina”, disse.
O rapaz também explica que após uma longa espera, os profissionais foram mandados embora. “Eu era um dos funcionários que estava há 36 horas de plantão, fui um dos primeiros funcionários a ser cadastrado, pois estava sendo realizado primeiro um cadastro e depois era chamado pra realizar a vacina que no caso não aconteceu, só promessas que iriam ao nosso setor durante o dia. E nós que estávamos no grupo da noite fomos expulsos praticamente daqui da recepção, disseram que nós teríamos que voltar pra casa, e aí, será que vai ter essa vacina no dia seguinte?”, disse o funcionário revoltado.
A gente se sentiu trapaceado, vimos pessoas que não são da linha de frente e sendo vacinado na nossa frente , entrando na sala de vacina e saindo com um sorriso no rosto, e ficamos com o pensando ‘nossa, aonde fica a nossa valorização como profissional?’, nós funcionários enfermeiros e médicos da maternidade de referência da Ana Braga, estamos nos sentindo desvalorizados”, finalizou.
A nossa equipe solicitou à assessoria uma nota de esclarecimento sobre o caso, até o momento sem retorno.