PAÍS | O voluntário brasileiro que participava de testes contra coronavírus faleceu no última dia 15 /10. A Anvisa confirmou a morte do médico João Pedro Feitosa (28), o voluntário brasileiro que participava dos testes da vacina contra covid-19, desenvolvida pela Oxford e pela Astrazeneca.

João era médico recém-formado, e natural do Rio de Janeiro. O Comitê Internacional de Avaliação de Segurança compartilhou apenas informações parciais com a Anvisa.
Voluntário brasileiro teve complicações da Covid-19
A instituição não esclareceu se a vítima recebeu a dose da substância testada ou apenas placebo e afirma que por conta dos princípio de confiabilidade, as informações a respeito do voluntário devem permanecer em sigilo.
A Anvisa adiantou contudo que os testes prosseguem, uma vez que foram considerados favoráveis, mesmo tendo sido interrompidos em setembro porque um dos voluntários no Reino Unido apresentou uma doença desconhecida, confira a nota completa da Anvisa:
“Em relação ao falecimento do voluntário dos testes da vacina de Oxford, a Anvisa foi formalmente informada desse fato em 19 de outubro de 2020. Foram compartilhados com a Agência os dados referentes à investigação realizada pelo Comitê Internacional de Avaliação de Segurança. É importante ressaltar que, com base nos compromissos de confidencialidade ética previstos no protocolo, as agências reguladoras envolvidas recebem dados parciais referentes à investigação realizada por esse comitê, que sugeriu pelo prosseguimento do estudo. Assim, o processo permanece em avaliação.
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Portanto, a Anvisa reitera que, segundo regulamentos nacionais e internacionais de Boas Práticas Clínicas, os dados sobre voluntários de pesquisas clínicas devem ser mantidos em sigilo, em conformidade com princípios de confidencialidade, dignidade humana e proteção dos participantes. A Anvisa está comprometida a cumprir esses regulamentos, de forma a assegurar a privacidade dos voluntários e também a confiabilidade do país para a execução de estudos de tamanha relevância. A Agência cumpriu, cumpre e cumprirá a sua missão institucional de proteger a saúde da população brasileira”.
O que se sabe sobre o caso
- Voluntário era médico recém-formado
- Ele morreu devido a complicações da Covid-19
- Não foi informado se ele recebeu a vacina ou o placebo
- Após avaliação de comitê independente, testes não foram suspensos
- AstraZeneca e Oxford alegam cláusulas de sigilo para não divulgar detalhes do caso
- Desenvolvedores dizem que comitê não viu preocupações de segurança relacionados ao caso
- Anvisa disse que processo permanece em avaliação, mas não determinou suspensão do estudo