Manaus- AM | Na tarde desta terça – feira (6), uma universitária de 18 anos, que não quis ser identificada, acabou passando por uma situação um tanto quanto inusitada, em uma praça localizada no centro de Manaus. Na ocasião, policiais faziam a abordagem e revista em alguns rapazes do local, e um dos PMs a questionou se estaria filmando.
Ele teria pedido o celular dela para verificar se de fato estava filmando. Mas após a jovem pedir de volta o celular, o policial se irritou, dando uma tapa no rosto da moça, que acaba caindo pra trás. A agressão foi filmada por populares que estavam na praça.
Após perceberem que estavam sendo filmados, os policias devolveram o celular e se retiraram do local. Em conversa com a equipe do Site Imediato, a moça informou que ainda hoje (7) iria fazer o boletim de ocorrência, e diz que se sente desprotegida. “Me sinto insegura. Essa é a segurança que os policiais repassam? Esse é o tratamento que uma cidadã comum merece passar? Ninguém merece uma agressão gratuitamente. Me sinto desamparada. É à eles que a gente recorre quando precisa, e é assim que eles tratam a gente.”, relatou a jovem.
E ela questiona o que é feito no anonimato. “Poxa. Eu só estava sentada, isso é motivo? Imaginem o que não fazem fora das câmeras.”
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A polícia militar emitiu uma nota sobre o caso, informando que os policiais deverão ser punidos. Leia na íntegra:
Nota
Informamos que a Diretoria de Justiça e Disciplina (DJD) da PMAM está acompanhando o caso e será instaurado Inquérito Policial Militar para analisar a conduta dos policiais da 24° Companhia Interativa Comunitária envolvidos em uma ocorrência na tarde da última terça-feira (06.09).
Ressaltamos que os policiais serão afastados de suas atividades operacionais até a conclusão do processo. Todos os elementos apresentados durante a ação investigatória serão apurados da forma transparente que o caso requer, respeitando o direito ao contraditório e à ampla defesa.
A Polícia Militar não compactua com abusos, excessos e comportamentos que contrariem a lei e a ordem. A Corporação preza sempre pelo bem comum, com o dever de servir, proteger e preservar os direitos individuais e coletivos.
Veja o Vídeo: