Imagens aéreas registradas pelo fotógrafo Chico Batata mostram uma extensa área de vegetação atingida por queimadas no interior do Amazonas. Feitos com o auxílio de um drone, os registros revelam o avanço do fogo sobre a vegetação e a grande quantidade de fumaça produzida pelos incêndios florestais.
As imagens evidenciam a dimensão dos impactos ambientais provocados pelas queimadas, que também contribuem para a deterioração da qualidade do ar em diferentes municípios do estado.
Em Manaus, a fumaça tem encoberto a capital nos últimos dias. Os monitoramentos ambientais registraram níveis elevados de poluição atmosférica, com classificações que chegaram a péssimas em diferentes pontos da cidade.
Queimadas aumentam no Amazonas
Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) apontam que o Amazonas registrou 8.084 focos de queimadas entre 1º de janeiro e 15 de outubro de 2026. No mesmo período de 2025, foram contabilizados 3.674 registros, o que representa um aumento de aproximadamente 120%.
Os dados são referentes aos focos detectados pelo satélite de referência do programa de monitoramento do INPE. O número não corresponde necessariamente à quantidade de incêndios ainda ativos, pois um foco detectado por satélite não equivale, obrigatoriamente, a um incêndio individual.
Em outubro, o estado também enfrentou dias de aumento expressivo nas detecções. Segundo informações divulgadas pela Agência Brasil, o Amazonas registrou 540 novos focos de incêndio em apenas 48 horas, nos dias 10 e 11 de outubro.
O avanço das queimadas levou à mobilização de equipes de combate e ao reforço das ações de resposta aos incêndios florestais.
Fumaça compromete a qualidade do ar
Além dos danos à vegetação, as queimadas liberam partículas finas e outros poluentes que podem ser transportados pelo vento por longas distâncias. Por isso, a fumaça produzida no interior do Amazonas e em estados vizinhos pode atingir áreas urbanas, incluindo Manaus.
Em boletim publicado em 16 de outubro, o Ministério Público de Contas do Amazonas apontou concentrações elevadas de partículas finas, conhecidas como PM2,5, em estações de monitoramento de Manaus e de municípios do interior, como Autazes, Itacoatiara e Parintins.
A exposição à fumaça pode provocar irritação nos olhos e na garganta, tosse e dificuldade para respirar. Também pode agravar doenças respiratórias e cardiovasculares, especialmente entre crianças, idosos e pessoas com condições de saúde preexistentes.
Durante episódios de poluição intensa, a recomendação é reduzir a exposição ao ar livre, evitar exercícios físicos em ambientes externos e acompanhar os avisos das autoridades.
Força-tarefa atua no combate aos incêndios
O combate às queimadas no Amazonas mobiliza equipes estaduais e federais. Em 16 de outubro, informações divulgadas pelo portal 18 Horas apontaram que uma força-tarefa com 330 brigadistas atuava no estado e havia extinguido mais de 300 focos de incêndio nos cinco dias anteriores.
O monitoramento do INPE e os dados de qualidade do ar continuam sendo utilizados para acompanhar a evolução do cenário ambiental.
As imagens registradas por Chico Batata mostram uma parte dos efeitos das queimadas sobre a vegetação amazônica. A localização exata da área registrada não foi informada nos dados encaminhados à reportagem.
Veja vídeo: