FRAUDE: PF investiga esquema de diplomas universitários falsos no Amapá e no Pará

A Polícia Federal apura ainda possíveis irregularidades na emissão e no registro de diplomas. Em Laranjal do Jari, estudantes teriam recebido documentos após pagamentos adicionais, justificados como aproveitamento de estudos.
Redação Imediato Online
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A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (16), a Operação Scientia Simulata para investigar suspeitas de falsificação e emissão irregular de documentos acadêmicos atribuídos a uma instituição privada de ensino superior com atuação no Amapá e no interior do Pará. Durante a ação, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em Macapá.

Segundo a PF, a instituição investigada teria oferecido cursos em localidades onde não possuía autorização para funcionar. A apuração envolve polos educacionais em São Joaquim do Pacuí, Amapá, Cutias, Tartarugalzinho e Laranjal do Jari, no Amapá, além de Afuá, no Pará.

Denúncia deu início à investigação

O caso começou a ser investigado após uma denúncia encaminhada pelo Conselho Regional de Serviço Social do Amapá (Cress-AP). O órgão identificou inconsistências em documentos apresentados por uma pessoa que afirmava ter concluído o curso de Serviço Social.

Entre os problemas identificados estavam notas repetidas, divergências nas datas de declarações de estágio e referências a cursos na modalidade de ensino a distância (EaD), que, segundo a investigação, não teriam autorização para funcionar.

Os documentos analisados também apresentavam indícios de possíveis falsificações, incluindo assinaturas suspeitas, rasuras, folhas em branco e informações divergentes.

Pagamentos e diplomas sob investigação

A Polícia Federal apura ainda possíveis irregularidades na emissão e no registro de diplomas. Em Laranjal do Jari, estudantes teriam recebido documentos após pagamentos adicionais, justificados como aproveitamento de estudos.

De acordo com a investigação, intermediários também teriam realizado matrículas e recebido mensalidades em contas bancárias de terceiros.

Entre os investigados estão dirigentes da instituição de ensino e responsáveis pelos polos educacionais envolvidos na apuração.

A Polícia Federal informou que ainda não é possível estimar o valor total que pode ter sido movimentado no suposto esquema. As investigações continuam para esclarecer os fatos e identificar eventuais responsabilidades.

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