Porto Velho amanheceu nesta terça-feira (13) encoberta por uma intensa camada de fumaça provocada por incêndios florestais no Amazonas. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os ventos que atuam na região transportam a fumaça em direção à capital rondoniense.
A concentração de fumaça prejudicou a qualidade do ar na cidade. De acordo com a IQAir, empresa suíça que monitora os níveis de poluição atmosférica, Porto Velho registrou Índice de Qualidade do Ar (IQA) de 120, classificação considerada insalubre para grupos sensíveis, como crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias.
O cenário ocorre em meio ao aumento dos focos de incêndio no Amazonas. Nos dez primeiros dias de outubro, foram registrados 1.380 focos no estado, um crescimento de 271% em relação ao mesmo período de 2025, conforme dados do Painel do Fogo, do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).
Imagens de satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam o Amazonas como uma das principais áreas de origem da fumaça que se espalha em direção a municípios vizinhos, incluindo Porto Velho.
Além dos efeitos dos incêndios, a capital rondoniense enfrenta uma situação de estiagem severa. A redução do nível do rio Madeira expôs extensas faixas de areia, e o município entrou em situação de emergência devido à seca.
Segundo a Defesa Civil Municipal, mais de 22 mil pessoas são afetadas pelas consequências da estiagem.
A combinação entre queimadas e seca agrava os desafios ambientais da região e aumenta a preocupação com os impactos da fumaça sobre a saúde da população.
