Família cobra justiça um mês após atropelamento que matou idosa durante Marcha para Jesus

Dulcinea participava do evento religioso quando foi atropelada por um veículo que também fazia parte da programação. Segundo informações relatadas pela família, além da idosa, outras 11 pessoas ficaram feridas na ocorrência.
Redação Imediato Online
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A família de Dulcinea, de 83 anos, vive um período de dor, revolta e incerteza após a morte da idosa durante a Marcha para Jesus, realizada em Terra Santa, no Pará. Nesta segunda-feira (14), véspera de um mês do acidente, os familiares afirmam que ainda aguardam respostas sobre a investigação e a responsabilização dos envolvidos.

Dulcinea participava do evento religioso quando foi atropelada por um veículo que também fazia parte da programação. Segundo informações relatadas pela família, além da idosa, outras 11 pessoas ficaram feridas na ocorrência.

Um dos filhos da vítima, Messias, afirma que a família foi informada de que o condutor do veículo não possuía habilitação. A informação, no entanto, ainda é tratada como preliminar e não foi apresentada, até o momento, uma conclusão oficial sobre as responsabilidades pelo acidente.

De acordo com o familiar, o veículo envolvido na ocorrência chegou a ser periciado, mas o resultado da perícia ainda não teria sido apresentado à família. Ele afirma ainda que o automóvel foi liberado pelo delegado cerca de dez dias após o acidente e, posteriormente, teria sido vendido a uma terceira pessoa.

O filho também relata que o veículo teria pertencido ao bispo Otoniel, apontado pela família como um dos organizadores da Marcha para Jesus. Segundo o relato, o automóvel deixou Terra Santa e foi levado para Manaus, escoltado por policiais militares.

A movimentação do veículo após o acidente é um dos pontos que mais preocupam os familiares. Messias questiona como uma eventual nova perícia poderá ser realizada caso seja necessária, já que, segundo ele, o carro não estaria mais em Terra Santa.

“Então a gente quer justiça, a gente quer esclarecimento, a gente quer que os responsáveis sejam punidos”, afirmou o filho da vítima durante entrevista.

Os familiares também questionam a ausência de um posicionamento das autoridades municipais de Terra Santa. Segundo Messias, a Marcha para Jesus teria sido realizada em parceria com a Prefeitura, que teria dado apoio à realização do evento.

Por isso, a família cobra esclarecimentos sobre as circunstâncias do acidente e sobre o andamento da investigação.

Messias afirma ainda que, até o momento, a família não teria recebido apoio efetivo dos órgãos municipais após o acidente. Ele relata que houve uma promessa de auxílio com a logística para o deslocamento entre Parintins e Terra Santa, mas que a família acabou arcando com os custos da viagem.

Segundo o familiar, houve demora no transporte dos feridos e da vítima. Ele também questiona se o tempo necessário para o atendimento médico pode ter influenciado no agravamento do quadro de Dulcinea. Essa possível relação, porém, precisaria ser esclarecida por investigação e avaliação médica.

Durante a entrevista, Messias afirmou que a família pretende buscar meios legais para responsabilizar todos os envolvidos no caso.

“Em meio a todo esse caos, a família espera exatamente o quê? Justiça”, disse.

Os familiares defendem que sejam apuradas as responsabilidades do condutor, do proprietário do veículo, dos organizadores do evento e de outros possíveis envolvidos, além de eventual responsabilidade relacionada à participação do poder público na realização da Marcha para Jesus.

A família também afirma que está buscando orientação de advogados criminalistas em Manaus para acompanhar o caso e cobrar providências.

Até o momento, segundo os familiares, ninguém teria sido responsabilizado pelo acidente.

O caso segue sendo tratado pela família como uma tragédia que precisa ser esclarecida. A morte de Dulcinea, de 83 anos, deixou os filhos cobrando respostas sobre as circunstâncias do atropelamento, enquanto outras 11 pessoas também teriam sido atingidas e feridas durante o evento.

O Imediato Online deixa espaço aberto para manifestação das autoridades de Terra Santa, da Prefeitura, dos organizadores da Marcha para Jesus, do proprietário do veículo e de qualquer outro envolvido citado no caso. Novas informações poderão ser acrescentadas conforme os órgãos responsáveis apresentem esclarecimentos oficiais sobre a investigação.

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