Moradores do bairro Provedor, em Santana, no Amapá, denunciaram uma série de suspeitas de envenenamento de animais domésticos. O caso mais recente foi relatado neste domingo (13), quando um morador publicou um vídeo nas redes sociais mostrando um cachorro e dois gatos que teriam sido vítimas da ação.
Segundo os moradores, os animais apresentaram sinais compatíveis com envenenamento. Nas imagens divulgadas, eles aparecem desacordados e apresentando espasmos. De acordo com relatos, os três animais morreram.
As denúncias se concentram na travessa 15, onde moradores afirmam que episódios semelhantes já teriam acontecido anteriormente. Até o momento, ninguém foi identificado ou responsabilizado pelos casos.
A situação também chama atenção porque a região já registrou outras denúncias de maus-tratos contra animais. A cerca de um mês, estudantes da Universidade Federal do Amapá (Unifap) denunciaram mortes e agressões contra cães e gatos que vivem no campus.
As ocorrências na universidade são investigadas pela Polícia Civil. Professores, estudantes, funcionários e moradores das proximidades já foram ouvidos durante a apuração.
Segundo voluntários do Projeto Mi-au, que atua na proteção dos animais comunitários da Unifap, os casos ocorreram principalmente nas áreas próximas aos blocos de Ciências Biológicas, Ambientais e Física, locais onde há maior concentração de cães e gatos.
Entre os episódios denunciados está o encontro da cabeça de uma gata desaparecida nas proximidades dos blocos. Outro gato foi encontrado morto sob as arquibancadas do ginásio, com a mandíbula quebrada e sinais de agressão.
A Polícia Civil aponta que a circulação de pessoas dentro e nos arredores da universidade é uma das dificuldades para identificar os responsáveis. Até o momento, não houve novos registros de violência no campus, segundo o projeto.
O que diz a lei
Casos de maus-tratos contra cães e gatos podem configurar crime. A Lei Federal nº 14.064/2020 aumentou a pena para quem praticar abuso, ferir ou mutilar esses animais.
A legislação prevê reclusão de dois a cinco anos, multa e proibição da guarda de animais para os casos previstos na lei.
As denúncias em Santana reforçam o alerta de moradores e protetores de animais, que cobram a identificação dos responsáveis e a investigação dos casos.