O elo do crime dentro do sistema prisional é uma das linhas investigadas na terceira fase da Operação Quirinos, deflagrada para apurar a atuação de uma organização criminosa suspeita de ameaçar de morte servidores do sistema penitenciário de Rondônia. Nesta etapa, um advogado de Pimenta Bueno está entre os alvos da investigação.
Ao todo, foram cumpridas 10 medidas cautelares de busca e apreensão em Pimenta Bueno e Porto Velho. Também foram realizadas revistas em unidades prisionais das duas cidades, principalmente em alas destinadas a integrantes do Comando Vermelho.
Advogado é investigado como possível elo
O advogado, que não teve a identidade divulgada, é investigado por supostamente atuar como intermediário entre detentos e integrantes da organização criminosa que estão em liberdade.
Durante uma entrevista coletiva, o delegado Rondinelly Moreira explicou que a investigação aponta para uma possível utilização do sistema prisional como ponto de transmissão de ordens para ações executadas do lado de fora das unidades.
A polícia apura ainda se o profissional teria facilitado a comunicação clandestina entre presos e integrantes da facção, inclusive por meio do uso de aparelhos telefônicos.
Até o momento, o advogado é tratado como investigado e não há informação de condenação relacionada aos fatos apurados na operação.
Presos seriam usados para repassar ordens
Segundo a investigação, integrantes da organização criminosa que estão dentro das unidades prisionais poderiam receber ou transmitir determinações destinadas a pessoas que permanecem em liberdade.
A suspeita é de que essa estrutura tenha sido utilizada para coordenar ações criminosas fora dos presídios.
As revistas realizadas nesta terceira fase tiveram como foco justamente locais onde estão custodiados integrantes do Comando Vermelho.
Operação já teve outras fases
A Operação Quirinos já havia avançado para uma segunda fase em agosto.
Na ocasião, as investigações miraram suspeitos de envolvimento em ataques contra provedores de internet nos municípios de Jaru e Theobroma, além de apurar ramificações relacionadas ao tráfico de drogas em Rondônia.
Com a nova etapa, as autoridades buscam identificar como a organização criminosa estaria estruturada, quais seriam os responsáveis pela comunicação entre presos e integrantes em liberdade e quem teria participado das ameaças contra servidores do sistema penitenciário.
A investigação continua.