ALERTA: Problemas financeiros afetam saúde mental de 89% dos brasileiros, aponta pesquisa

Levantamento da Serasa mostra aumento entre pessoas que deixam de buscar ajuda psicológica por falta de dinheiro
Redação Imediato Online
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As dificuldades financeiras não pesam apenas no bolso. Para grande parte dos brasileiros, as preocupações com dinheiro também têm impacto direto na saúde mental, segundo uma pesquisa realizada pela Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box.

O levantamento aponta que 89% dos brasileiros já tiveram a saúde mental afetada por problemas financeiros.

O impacto também aparece na qualidade do sono. Sete em cada dez entrevistados afirmaram que as dificuldades relacionadas ao dinheiro já prejudicaram o descanso durante a noite.

A pressão financeira também está associada, segundo os entrevistados, a alterações de humor, problemas de autoestima e instabilidade emocional.

Custo do tratamento é outro obstáculo
Além dos efeitos provocados pelas preocupações financeiras, o próprio custo do atendimento psicológico aparece como uma barreira para quem precisa de ajuda.

De acordo com a pesquisa, 62% dos entrevistados afirmaram já ter deixado de procurar atendimento psicológico por não conseguirem pagar. No ano passado, esse percentual era de 49%.

Ao mesmo tempo, a maioria dos brasileiros afirma que gostaria de investir mais na própria saúde mental, mostrando uma diferença entre a necessidade de acompanhamento e a capacidade financeira para arcar com os custos.

Saúde mental e dinheiro estão ligados
A pesquisa também aponta que a relação entre saúde mental e situação financeira funciona nos dois sentidos.

Assim como as dificuldades financeiras podem aumentar o estresse e afetar o bem-estar emocional, problemas relacionados à saúde mental podem contribuir para endividamento, desorganização financeira e até utilização da reserva de emergência.

Para os moradores de Rondônia, os dados reforçam a importância de olhar para a saúde financeira e o bem-estar emocional de forma conjunta, especialmente em períodos de maior pressão econômica.

A pesquisa ouviu 1.140 pessoas em todo o Brasil, entre os dias 19 e 26 de agosto.

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