O ex-assessor acusado de provocar um acidente que matou três pessoas no Acre foi liberado após pagar mais de R$ 16 mil de fiança durante audiência de custódia realizada nesta segunda-feira (31). João Victor Casas Lopes, advogado e ex-assessor especial da Casa Civil do governo do Acre, havia sido preso após a colisão que terminou com três mortes na BR-364.
O acidente aconteceu na madrugada de domingo (30), entre os municípios de Tarauacá e Feijó, no interior do estado. A colisão ocorreu depois do encerramento da feira agropecuária de Tarauacá.
Segundo as informações divulgadas pelas autoridades, João Victor dirigia um carro quando atingiu duas motocicletas que trafegavam no mesmo sentido da rodovia.
As vítimas foram identificadas como Antônio Carlos Parente da Silva, Nahyure Antonieta Gomes de Oliveira e Verony da Costa Viana Silva. Uma quarta pessoa também estava nas motocicletas no momento da colisão.
As três vítimas morreram em decorrência do acidente.
Polícia aponta embriaguez
De acordo com a Polícia Civil, o motorista apresentava sinais de embriaguez no momento da ocorrência. A suspeita de que ele estivesse dirigindo sob influência de álcool passou a fazer parte da investigação sobre as circunstâncias da colisão.
O caso ganhou ainda mais repercussão porque João Victor ocupava o cargo de assessor especial da Casa Civil do governo do Acre e também atua como advogado.
Após a prisão, ele foi levado para a audiência de custódia, realizada nesta segunda-feira.
Fiança de mais de R$ 16 mil
Durante a audiência, a Justiça determinou a soltura do investigado mediante o pagamento de R$ 16.210, valor correspondente a 10 salários mínimos.
Após o pagamento da fiança e o cumprimento das determinações impostas pela Justiça, João Victor deixou a prisão e responderá ao processo em liberdade.
A soltura provocou repercussão diante da dimensão da tragédia, que terminou com três pessoas mortas.
O pagamento da fiança, no entanto, não significa encerramento do caso nem afasta a investigação sobre a responsabilidade do motorista pelo acidente.
Investigação continua
As circunstâncias da colisão ainda deverão ser apuradas pelas autoridades. A investigação deverá considerar elementos como a dinâmica do acidente, as condições da rodovia e a possível influência de álcool na condução do veículo.
A eventual responsabilização criminal dependerá da conclusão das investigações e da análise da Justiça.
O caso deve continuar sendo acompanhado pelas autoridades, especialmente diante da morte das três vítimas e da suspeita de que o motorista estivesse embriagado no momento da colisão.