Uma célula criminosa suspeita de monitorar a movimentação das forças de segurança e auxiliar no transporte de drogas para Manaus foi desarticulada durante a Operação Visão Noturna, deflagrada nesta quinta-feira (27), no Amazonas.
Segundo as investigações, o grupo acompanhava a atuação de policiais em pontos estratégicos e repassava informações para integrantes da organização criminosa, com o objetivo de antecipar operações e dificultar a fiscalização de carregamentos de entorpecentes.
Ao todo, seis pessoas foram presas e 12 mandados de busca e apreensão foram cumpridos.
Durante as diligências, foram apreendidas seis armas de fogo, munições, celulares, drones, uma antena Starlink e um pequeno bote.
Entre as armas estão dois fuzis calibre 5.56, duas armas calibre 12, uma pistola e um revólver.
Investigação começou com apreensão de 4,5 toneladas
As investigações começaram em fevereiro deste ano, depois da apreensão de aproximadamente 4,5 toneladas de drogas em uma balsa na região de Iranduba, na Região Metropolitana de Manaus.
A partir do trabalho de investigação, foi identificada uma estrutura responsável pelo suporte logístico ao transporte de entorpecentes e pelo monitoramento das forças de segurança.
Segundo as autoridades, integrantes da célula acompanhavam principalmente a movimentação de policiais civis e militares e repassavam os dados para outros membros do grupo.
Um dos principais pontos de interesse da célula era a Delegacia Fluvial (Deflu). Os investigados monitoravam a saída de embarcações, possíveis destinos e o efetivo empregado nas operações.
As informações seriam utilizadas para antecipar ações policiais e facilitar a passagem de carregamentos de drogas.
Alguns integrantes, segundo a investigação, recebiam dinheiro para permanecer durante a noite em embarcações e observar a movimentação das equipes de segurança.
A comunicação entre os envolvidos era feita por aplicativo de mensagens. O grupo monitorava áreas como a orla de Manaus, o Furo do Paracuuba, Iranduba e Manacapuru.
A apreensão de drones e uma antena Starlink chamou atenção durante a operação. De acordo com a investigação, os equipamentos poderiam auxiliar no monitoramento das forças de segurança e na comunicação entre os integrantes.
As armas também são investigadas como possível forma de proteção dos carregamentos de drogas e eventual apoio a ações contra agentes públicos.
As diligências continuam para identificar outros possíveis integrantes da célula e esclarecer toda a estrutura utilizada no monitoramento das forças de segurança e no transporte de drogas para Manaus.
A operação também busca descobrir o envolvimento de pessoas que estariam dando ordens à distância e de suspeitos que permanecem foragidos em outros estados.