O Hospital e Pronto-Socorro Platão Araújo, na zona leste de Manaus, voltou a ser alvo de denúncias relacionadas à situação da saúde pública no Amazonas. A equipe do site Imediato recebeu relatos de pacientes e trabalhadores sobre superlotação, demora no atendimento, falta de insumos e redução no número de profissionais.
Segundo as denúncias, pacientes que procuram atendimento na unidade passam pela triagem de forma relativamente rápida, mas, após essa etapa, precisam aguardar por horas até serem avaliados por um médico.
Os relatos também apontam que o número de profissionais disponíveis para atender a demanda seria insuficiente. Conforme as informações recebidas pela reportagem, em determinados momentos haveria apenas um ou dois médicos para atender pacientes adultos e pediátricos, aumentando o tempo de espera.

Outro problema denunciado envolve os pagamentos dos profissionais. A equipe do Imediato recebeu informações sobre atrasos nos pagamentos de médicos e também sobre trabalhadores responsáveis pela segurança das unidades de saúde que estariam há meses sem receber salários.
Além disso, foram relatadas dificuldades até mesmo no abastecimento de materiais básicos. Entre os itens citados estão copos descartáveis, que estariam em falta em determinados momentos dentro da unidade.

A reportagem esteve em frente ao Hospital Platão Araújo para acompanhar a situação e ouvir relatos sobre as condições enfrentadas por pacientes e trabalhadores.
O espaço permanece aberto para que a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) e os responsáveis pela unidade esclareçam as denúncias, informem a situação dos pagamentos dos profissionais e expliquem quais medidas estão sendo adotadas para reduzir a superlotação e o tempo de espera.