Idosa é enganada por falsos profissionais do CRAS e tem empréstimo de R$ 28 mil feito em seu nome

Quem suspeitar que foi vítima de fraude deve registrar um boletim de ocorrência e comunicar imediatamente o banco e os órgãos responsáveis.
Redação Imediato Online
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Uma idosa identificada como Leonildes foi vítima de um golpe praticado por pessoas que se passaram por profissionais ligados ao Centro de Referência de Assistência Social (CRAS). O grupo teria utilizado a promessa de benefícios sociais e entrega de medicamentos para conseguir documentos e dados pessoais da vítima. Posteriormente, um empréstimo de mais de R$ 28 mil foi contratado em nome dela.

Segundo Leonildes, o golpe começou no dia 24 de agosto, quando ela recebeu uma ligação de uma mulher que afirmou ser assistente social. A falsa profissional disse que a aposentada teria direito a benefícios relacionados a medicamentos e gás e perguntou se poderia fazer uma visita à residência.

Acreditando que se tratava de um atendimento legítimo, a idosa autorizou a entrada da mulher em sua casa. Durante a visita, foram solicitados documentos pessoais, como RG, CPF e comprovante de residência, além de receitas médicas dela e do marido.

A suspeita também pediu que Leonildes realizasse selfies. De acordo com a vítima, foram feitas várias fotografias sob a justificativa de confirmar o cadastro para o recebimento dos supostos benefícios.

No dia seguinte, a mulher voltou a entrar em contato dizendo que estava na residência da idosa para entregar os medicamentos. Como Leonildes estava fora de casa, ela combinou que retornaria posteriormente.

Mais tarde, a suspeita voltou ao local e entregou alguns medicamentos à aposentada. Novamente, uma selfie foi realizada, segundo o relato da vítima, sob a alegação de confirmar a entrega.

Foi após a segunda visita que a filha de Leonildes percebeu que havia algo errado. Ela orientou a mãe a acessar o aplicativo Meu INSS. Ao tentar entrar na conta, a família descobriu que o acesso havia sido bloqueado e que informações cadastrais haviam sido alteradas.

O número de telefone e o e-mail vinculados à conta também teriam sido modificados pelos criminosos. Durante a verificação dos dados, a família encontrou um empréstimo consignado de aproximadamente R$ 28 mil contratado em nome da aposentada.

O documento apresentado pela vítima aponta um empréstimo no valor de R$ 28.558,64, dividido em diversas parcelas, com previsão de pagamento até 2035.

“Eu fiquei desesperada. Porque imagina descontar todo mês esse valor de mim, da prestação. A gente vai viver de quê?”, relatou Leonildes.

A aposentada contou ainda que ficou emocionalmente abalada após descobrir a fraude e precisou tomar medicamento para dormir durante alguns dias.

Golpistas também tentariam enganar o marido da vítima
Além de aplicar o golpe contra Leonildes, a falsa profissional teria informado que retornaria à residência dias depois para oferecer supostos benefícios ao marido da aposentada.

Segundo Leonildes, a mulher chegou a mencionar que poderia conseguir medicamentos para o esposo, cujos remédios têm custo aproximado de R$ 450.

A estratégia teria como objetivo repetir o mesmo procedimento utilizado com a aposentada, incluindo a coleta de documentos e imagens.

Medicamentos foram deixados na residência
Um dos elementos utilizados pelos criminosos para ganhar a confiança da vítima foi a entrega de medicamentos. Leonildes, entretanto, afirmou que não chegou a consumir nenhum dos produtos.

A família decidiu não utilizar os medicamentos por não conhecer a procedência dos itens e por suspeitar que eles poderiam fazer parte da estratégia utilizada pelos criminosos.

Uma câmera de segurança instalada na residência registrou a chegada de uma das mulheres que teria participado do golpe. As imagens podem ajudar na identificação da suspeita.

Polícia investiga o caso
Leonildes informou que procurou uma delegacia para registrar a ocorrência e também entrou em contato com a instituição financeira responsável pelo empréstimo para contestar a contratação.

O caso deve ser investigado pelas autoridades, que poderão apurar quem teve acesso aos dados da aposentada, como o empréstimo foi contratado e se outras pessoas também foram vítimas do mesmo grupo.

Quem suspeitar que foi vítima de fraude deve registrar um boletim de ocorrência e comunicar imediatamente o banco e os órgãos responsáveis.

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